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sábado, 3 de abril de 2021

Hamilton (2020)

 

Hamilton / Thomas Kail / Excelente!

Torrent: https://filmestorrentbrasil.com.br/hamilton-2020-torrent-legendado-720p-1080p-2160p-4k-full-hd/
Legenda: https://legendas.co/download.php?codigo=3327

 

Ficha Técnica:

 Título Original: Hamilton

Ano de Lançamento: 2020

Diretor: Thomas Kail

País: Estados Unidos da América

Gênero: Musical, Teatro, História

 

Sinopse: 

Hamilton é um musical que conta a história da América por vozes americanas. Por meio da história de um dos principais fundadores americanos e primeiro secretário do Tesouro, Alexander Hamilton, a trilha sonora que mistura hip-hop, jazz, R&B e Broadway revoluciona o teatro no The Richard Rodgers Theatre, na Broadway, em junho de 2016.

 

Elenco:

Lin-Manuel Miranda
Anthony Ramos
Daveed Diggs
Jonathan Groff
Leslie Odom Jr.
Phillipa Soo
Renée Elise Goldsberry

 

Comentário:

Como estava muito por fora do Critics Choice Awards 2021, o melhor que podia fazer era acompanhar os indicados na categoria de Melhor Telefilme. Inicialmente fui totalmente envolvido pelos trechos musicais e a forma teatral bem feita, todavia, lá pela metade do filme já estava fadigado de toda a dinâmica e só fui voltar a terminar depois de dias, muitos dias. 

 

A qualidade musical é mesmo incomparável e mereceu todas as premiações de recebeu, como o Grammy de Melhor Álbum de Teatro Musical. Minhas canções favoritas foram “My Shot”, “The Story of Tonight”, “What Comes Next?” (Essa do rei sádico e cômico é demais, kkk), “One Last Time”, e aquela canção de luto de Hamilton, me fez chorar. 

 

Outro detalhe da peça é a técnica da coreografia, afinação perfeita das vozes e harmonia musical. Tudo na mais perfeita sincronia. Impossível não se admirar com tamanho bom gosto e desempenho, um opíparo timing. 

 

Ao meu ver, um dos grandes pontos falhos da obra é a longa duração, é pra quem gosta de musical mesmo, entretanto, para quem não está acostumado com o gênero, com o passar do tempo vai fadigar. As músicas são ótimas, não obstante, tem algumas que não fariam a menor falta. Procrastinei muito para terminar o filme, porém, quando terminei, a fita entrou bem para a meu arsenal de gosto musical.Hamilton é um musical totalmente diferenciado, merece um lugar ao sol. 

 

Avaliação: Excelente!

 

quinta-feira, 4 de março de 2021

Má Educação (2020)

 

Bad Education / Cory Finley / Bom.

Torrent Dual-Audio, legenda em português: https://filmestorrentbrasil.com.br/ma-educacao-torrent-2020-dual-audio-dublado-web-dl-720p-e-1080p/


Ficha Técnica: 

Título Original: Bad Education

Ano de Lançamento: 2020

Diretor: Cory Finley

País: Estados Unidos da América

Gênero: Drama

 

Sinopse:

Long Island, 2002. Frank Tassone trabalha como superintendente de colégios, gozando de imenso prestígio junto aos professores, pais e alunos da escola em que trabalha. Um dia, ao ser entrevistado pela adolescente Rachel para o jornal do colégio, ele a incentiva a sempre inserir sua assinatura própria em qualquer matéria que faça, por menor que seja. Inspirada pela conversa, ela resolve investigar sobre uma custosa empreitada que está prestes a acontecer, o projeto Skywalk, e acaba descobrindo uma série de fraudes na contabilidade da escola feitas pelo próprio Frank. 


Elenco: 

Alex Wolff 

Allison Janney

Hugh Jackman

 

Comentário:

Bem, para não dizer que não assistir nada dos indicados ao Critics Choice Awards 2021, vou tentar pelo menos ficar por dentro na categoria de Melhor Telefilme. Estreando minha maratona com esse bom filme, nada tão gritante ou que mereça maiores aplausos, não obstante, a qualidade técnica, as atuações, fotografia, são mesmo impecáveis. Diria que a obra fez bem em nos fisgar logo nos primeiros minutos, apresentando um superintendente da Roslyn High School (Hugh Jackman) vaidoso, elegante, dizendo poucas palavras contraditórias em seu privado. Mesmo quem não conhecia o caso (como eu), já poderia de cara deduzir que se tratava de um sociopata, esse foi o gancho da película para mim.
 

O nosso cinema atual abrange uma narrativa que propositalmente mostra um “plano de fundo” vazio, com mínimos estímulos para os sentidos, um toque de classe, sem exageros, sem a mínima intenção de impactar, buscando a delicadeza, a arte fina. Por alguma razão, lembrei de filmes como “Encontros e Desencontros” (2009 / Sofia Coppola), “Garota Exemplar” (2014 / David Fincher),“Ela” (2013 / Spike Jonze) e “O Grande Hotel Budapeste” (2014 / Wes Anderson), filmes que têm mais ou menos essa maneira de narrar, modesta de explicação e estímulo dos sentidos, mesmo que tenha muito, só sem a compulsão de fazer mais do mesmo. Gosto disso, embora em alguns momentos eu sinta falta de algo mais chamativo que agrade a dopamina fácil de um mero cinéfilo, rs.
 

PARE DE LER, SPOILERS

“Bad Education” é ágil, não perde tempo, faz o que tem que fazer e pronto, tendo gostado ou não. Não sei se é porque me desacostumei a assistir longas-metragens, contudo, achei tudo muito rápido aqui. Logicamente em primeira instância vemos o Frank Tassone super querido por todos, um exemplo de moral a ser seguido, inclusive pelos próprios colegas de trabalho, para poucos minutos depois toda sua máscara cair, sucumbindo numa prisão. Começa estimulando uma jovem a ir além da mediocridade e acaba pagando um alto preço por isso. Fiquei admirado que casos de corrupção nos Estados Unidos são tratados como crimes hediondos, eles levam muito a sério esses crimes, aqui no Brasil chega a ser até “normal”, “tá tudo bem”. Ambas as partes tem a impunidade, porém, no Brasil é insuperável. Senti falta de uma “luta” maior por parte do protagonista, ele simplesmente foi descoberto e pego. Tive a impressão que o roteiro quis polemiza-lo ainda mais por se envolver com dois homens, mostrando os casos como forma de surpresa e com elementos narrativos chocantes, no tocante à vida dupla, secreta, dizendo ser viúvo há mais de 30 anos. Sim, é baseado em fatos reais, no entanto, o elemento surpresa é deliberadamente inserido.
 

Adorei a atuação do Hugh Jackman, veemente e moderado, pura simpatia. Quase entrando na categoria de grandes atores como Michael C. Hall, Sean Penn, que se entregam totalmente à Sétima Arte, interpretando papéis de homossexuais. Isso ainda me deixa muito admirado. Todo o elenco está muito bem, a coadjuvante Allison Janney dispensa comentários, embora não faça nada além do que é preciso. Destaque maior fica para Hugh Jackman com uma boa performance, tranquila, sem grandes motivos para maiores alardes.
 

Em alguns momentos tive que interromper para “printar” cenas da película, que mais pareciam quadros de uma belíssima pintura. Excelentes enquadramentos que fizeram um opíparo par com a trilha sonora e narrativa, intercalando ópera com uma faixa sonora minimalista pulsante, fina, intrigante nos lances de suspense, indicando que a bomba iria estourar... E estourou.
 

“O crime não compensa.” - Assim poetizou algum poeta, rs. Hugh Jackman transmite muito bem a sensação de ficar no fundo no poço, de perder tudo o que conquistou e que nada que fez de sórdido valeu a pena. Nem sempre o melhor é o caminho mais fácil. Quantas vezes já desejamos voltar desesperadamente ao passado para consertar algum grave erro que cometemos? Esse final é tudo isso e talvez a melhor mensagem moral da fita. Obrigado aos que leram e até mais.

 Avaliação: Bom.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Ragnarok (2020 - )

Ragnarok / Jannik Johansen, Mogens Hagedorn / Bom

Torrent com legenda: https://comandostorrents.com/ragnarok-1a-temporada-completa-torrent-2020-dual-audio-5-1-dublado-web-dl-1080p-download-via-torrents

Ficha Técnica:

Título Original: Ragnarok
Ano de Lançamento: 2020
Diretores: Jannik Johansen, Mogens Hagedorn
País: Noruega
Gênero: Drama, Fantasia

Sinopse:
No norte da Noruega, a poderosa família Jotun teme que a chegada de um jovem desajustado possa ser um sinal de que os temidos deuses nórdicos retornaram.

Elenco:
David Stakston
Emma bones
Herman Tommeraas
Jonas Strand Gravli
Synnove Macody Lund

Comentários sobre a 1ª Temporada:

1º Episódio: New Boy / Nota 8,5

Bem, iniciei essa série por causa do Proj. Mid Season 2020 e também porque o nome me chamou bastante atenção, já que acompanho Vikings, enfim, acredito que a maioria também foi por esse motivo. Estou pensando em não mais ser influenciado por esse Proj. porque fiquei desorientado, a intenção era só assistir um episódio, mas não me conformei e mais uma série que entra para a minha grade, só para me dá ainda mais trabalho, rs.

Primeiramente o episódio já começa ao som de "Midnight City". Estremeci. Meu Deus, que início! Não tinha mais ideia do que pudesse acontecer. Bem provável que essa introdução era uma imagem bastante pessoal para o autor da série. A narrativa é bastante característica, não sei bem explicar, entretanto, me deu uma sensação a lá "Les Revenants", talvez pelo clima europeu e seco da narrativa.

Magne e Laurits muito bem apresentados. Magne o típico tímido certinho com alguns problemas sociais, nada tão grave. Laurits é o oposto, bem deslocado e com sarcástico humor. O legal que aqui a série já procura fugir dos clichês de fitas teens quando novatos chegam no colégio, o massacrante bullying, pelo contrário, até mesmo Magne é bem recebido pela turma. Outro ponto legal também que Ragnarok não forçou muito a trama de um Spider-Man descobrindo seus poderes, não arranjou uma briga absurda na escola para dá aquele impacto.

Destaque para a seleção de elenco parental. Fjor e seu pai Vidar são absurdamente parecidos, fiquei pensando na possibilidade de serem pai e filho na vida real, porque se não, que épica escolha de atores.

E claro, o ponto mais marcante do episódio foi a coragem de eliminar uma personagem tão firme como a Isolde, quem poderia imaginar? Isso com toda certeza que não ocorreria em produções norte-americanas, só que no cinema europeu, tudo é possível. Embora eu ainda ache que a Isolde volte de alguma forma, esperança de alguém que foi doutrinado pelos clichês, rs.

2º Episódio: 541 Metros / Nota 9
Agora tive a sensação de está assistindo "13 Reasons Why". Um Clay retornando à sala e não vendo mais a sua Hannah. Muito triste. Mesmo assim gostei da narrativa seca, sem romantizar a situação, o que ocorreria na maioria das séries teens.

Sinto que estou deixando de lado um dos elementos mais relevantes da trama: Quem exatamente são aqueles dois senhores que passaram (ou despertaram) os poderes de Magne? E pelo visto, outros que têm seus poderes mitológicos despertos não desconfiam a presença deles. Algo me diz que esses dois senhores (um senhor e uma senhora) serão elementes chaves na história.

Um ponto interessante que o enredo não fez suspense à genuína causa da morte de Isolde, um grande ponto positivo para a série se diferenciar, já que na maioria essa questão ficaria em aberto até o fim da temporada. Agora resta saber o que exatamente é essa fábrica.

Ainda estou entendendo qual é a filosofia de vida dessa surreal família a lá "Crepúsculo", adiantando um pouco, que dança bizarra foi aquela no baile? Vergonha alheia estampada em minha cara, rs. Aproveitando aqui para destacar igualmente as diversas abordagens que notei à naturalidade do que a sociedade vê com preconceito. Primeiro, a relação surreal entre os membros da família "Crepúsculo" (ainda não sei como os chamar), pais e filhos usando o mesmo banheiro sem o menor pudor, Saxa com a maior intimidade debochando de seu pai urinando no episódio anterior. Ran sugerindo que Fjor se retirasse para que ela pudesse curtir com os jovens rapazes no baile. Nuances assim me deixaram chocado. E o fato de Laurits já se apresentar gay sem dramatizar a questão por parte da obra. Achei isso muito interessante.

Comentário geral sobre a 1ª Temporada:
Ragnarok fez muito em apenas 6 episódios. Entendi que o final da temporada foi só o começo da série, tipo o que aconteceu antes da série realmente começar. Acredito também que isso foi para testar a reação do público, para ver se a série teria algum futuro, talvez por isso quis economizar recursos nos efeitos. Tem tudo para a 2ª temporada mostra mesmo para que veio. Mesmo o aspecto Teen que a obra passa, incomodando alguns, ainda assim é outro nível e muito mais madura que produções Teen norte-americanas. Por enquanto é só bom, vamos ver se vinga.

Avaliação: Bom.

Algumas imagens: