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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Festim Diabólico (1948)

Rope / Alfred Hitchcock / Excelente!

Não sou profundo conhecedor de Nietzsche, mas acho que esses conceitos de superioridade são bem mal interpretados, muitos levam bastante ao pé da letra. Hitler foi um caso. Em “Festim Diabólico” tem todo um charme envolvendo isso, que o assassinato pode ser considerado como uma arte, embora não faça parte das sete principais. Dentro dos próprios diálogos de Brandon há uma condenação ao assassinato grosseiro, passional. Segundo Brandon, nada tem de super homem nisso. A arte está no prazer de matar com classe, com proeza; atitude que pessoas normais não seriam capazes, pois exige uma “superioridade” de espírito para transcender as barreiras do senso comum. O genial é que o filme quebra em fragmentos toda essa sedução no final, devido ao lancinante diálogo do professor Rupert, que drena toda a morbidez com palavras iluminadas. Um dos votos mais precisos aos bons costumes que se pode existir em um filme.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Os Pássaros (1963)

The Birds / Alfred Hitchcock / Bom-Excelente!

O final é austeramente cruél com o espectador que vem curtindo o filme até então, deixa de maneira impiedosa aquele “gostinho de quero mais”. Mas fazer o quê? O jeito é continuar formando a história na imaginação, que pelo visto, foi o intento do Hitchcock. E como cada um tem a sua, a questão do final fica aberta mesmo. Talvez nem seja propriamente uma questão tão relevante, mas por não deixar um final nítido ou acabado; pode ser uma linha tênue entre amar ou odiar. No meu caso, fiquei chocado, achando que poderia ser a versão de filme que peguei, talvez incompleta. Entretanto, passado alguns minutos, me conformei e compreendi o valor do final pela sua singuralidade. Bem original! De forma periférica, gosto muito também da consciência e sentimento gregários que as pessoas costumam a ter quando estão passando por graves dificuldades, um dependendo do outro para sobreviver; nesses momentos as pessoas ficam muito mais sensíveis umas com as outras, passam a tratar a vida do outro como a própria. Não é o foco de “Os Pássaros”, no entanto, acho isso muito interessante.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Psicose (1960)

Psycho / Alfred Hitchcock / Excelente!

Primeiro filme do Hitchcock que vejo e a impressão causada foi a mais alta possível. Sério, não imaginava que ele fosse essas coisas todas que falam. Desde então o desejo de ver várias outras obras desse diretor.

“Psicose” é extremamente seguro em suas ações, não arrasta com passagens desnecessárias, que mais cansam que complementam. A introdução já é muito exultante, com uma trilha sonora bem temática, fazendo jus ao título da fita. Depois a história começa a dá seus passos iniciais de maneira decente e comedida, a câmera segura de Hitchcock transfere um conforto ao espectador por exibir maestria em guiar o enredo. Pode ser algo bem simples, mas para mim foi a confirmação que precisava de que se trataria de uma das melhores obras da Sétima Arte que já vi. Filmaço! Existe muito conteúdo nesse filme para debater.
Agora sei de onde vem aquela trilha que geralmente passam em programas de TV (até mesmo em programas humorísticos para dá um suspense cômico). Ou estou errado?

Só tive uma dúvida que me surgiu devido uma falta de atenção, quando o detetive vê a mãe de Bates na janela, no momento me pareceu que ela se deslocou. Quando a estória mostra que na verdade a Sra. Bates estava morta, me lembrei dessa parte, contrastando a revelação de que Norman Bates e a mãe eram um só. Analisei depois e a senhora na janela não se move. Então tem nada de errado. Filme perfeito!