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| Rope / Alfred Hitchcock / Excelente! |
Não sou profundo conhecedor de Nietzsche, mas acho que esses conceitos de superioridade são bem mal interpretados, muitos levam bastante ao pé da letra. Hitler foi um caso. Em “Festim Diabólico” tem todo um charme envolvendo isso, que o assassinato pode ser considerado como uma arte, embora não faça parte das sete principais. Dentro dos próprios diálogos de Brandon há uma condenação ao assassinato grosseiro, passional. Segundo Brandon, nada tem de super homem nisso. A arte está no prazer de matar com classe, com proeza; atitude que pessoas normais não seriam capazes, pois exige uma “superioridade” de espírito para transcender as barreiras do senso comum. O genial é que o filme quebra em fragmentos toda essa sedução no final, devido ao lancinante diálogo do professor Rupert, que drena toda a morbidez com palavras iluminadas. Um dos votos mais precisos aos bons costumes que se pode existir em um filme.


