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sábado, 3 de abril de 2021

Hamilton (2020)

 

Hamilton / Thomas Kail / Excelente!

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Ficha Técnica:

 Título Original: Hamilton

Ano de Lançamento: 2020

Diretor: Thomas Kail

País: Estados Unidos da América

Gênero: Musical, Teatro, História

 

Sinopse: 

Hamilton é um musical que conta a história da América por vozes americanas. Por meio da história de um dos principais fundadores americanos e primeiro secretário do Tesouro, Alexander Hamilton, a trilha sonora que mistura hip-hop, jazz, R&B e Broadway revoluciona o teatro no The Richard Rodgers Theatre, na Broadway, em junho de 2016.

 

Elenco:

Lin-Manuel Miranda
Anthony Ramos
Daveed Diggs
Jonathan Groff
Leslie Odom Jr.
Phillipa Soo
Renée Elise Goldsberry

 

Comentário:

Como estava muito por fora do Critics Choice Awards 2021, o melhor que podia fazer era acompanhar os indicados na categoria de Melhor Telefilme. Inicialmente fui totalmente envolvido pelos trechos musicais e a forma teatral bem feita, todavia, lá pela metade do filme já estava fadigado de toda a dinâmica e só fui voltar a terminar depois de dias, muitos dias. 

 

A qualidade musical é mesmo incomparável e mereceu todas as premiações de recebeu, como o Grammy de Melhor Álbum de Teatro Musical. Minhas canções favoritas foram “My Shot”, “The Story of Tonight”, “What Comes Next?” (Essa do rei sádico e cômico é demais, kkk), “One Last Time”, e aquela canção de luto de Hamilton, me fez chorar. 

 

Outro detalhe da peça é a técnica da coreografia, afinação perfeita das vozes e harmonia musical. Tudo na mais perfeita sincronia. Impossível não se admirar com tamanho bom gosto e desempenho, um opíparo timing. 

 

Ao meu ver, um dos grandes pontos falhos da obra é a longa duração, é pra quem gosta de musical mesmo, entretanto, para quem não está acostumado com o gênero, com o passar do tempo vai fadigar. As músicas são ótimas, não obstante, tem algumas que não fariam a menor falta. Procrastinei muito para terminar o filme, porém, quando terminei, a fita entrou bem para a meu arsenal de gosto musical.Hamilton é um musical totalmente diferenciado, merece um lugar ao sol. 

 

Avaliação: Excelente!

 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Dexter (2006 - 2013)

 

Dexter / James Manos, Jr. / Excelente!

Torrent Dual-Áudio legendado: https://www.baixarfilmetorrent.net/dexter-1a-temporada-completa-torrent-dublada-e-legendada/


Ficha Técnica:

Título Original: Dexter

Ano de Lançamento: 2006

Ano de Encerramento: 2013

Criador: James Manos, Jr.

Diretores: Tony Goldwyn, Adam Davidson, Keith Gordon, Michael Cuesta, Robert Lieberman, Steve Shill, Tony Goldwyn

País: Estados Unidos da América

Gênero: Drama, Thriller, Suspense, Policial, Mistério


Sinopse:

Valendo-se do fato de ser um expert forense em análise sanguínea e de trabalhar no Departamento de Polícia de Miami, Dexter, de um modo bem meticuloso e sem pistas, mata criminosos que a polícia não consegue trazer à Justiça. A série narra a trajetória de sua vida dupla por meio de flashbacks e, paulatinamente, vai desvelando diversos segredos dos personagens, criando um ambiente de constante suspense.

 

Elenco:

David Zayas 

Erik King 

Jennifer Carpenter 

Julie Benz 

Luna Lauren Velez 

Michael C. Hall 

Mark Pellegrino 

Christian Camargo 

Christina Robinson 

C.S. Lee 

Devon Graye 

James Remar 

Margo Martindale 

Mark L. Young 

Preston Bailey 

Sam Trammell 

Sam Witwer 

Tony Goldwyn 


Comentário da 1ª Temporada (2006):

Arrependo-me por não ter concluído mais cedo, comecei a assistir Dexter em 2016, parei no 5º episódio por alguma razão. Não que eu estivesse desmerecendo a série, talvez não estivesse mesmo no clima. No entanto, o que vem ao caso mesmo é o quanto essa 1ª temporada foi bem sucedida na construção de toda a trama. O desfeço do Ice Truck Killer foi mais do que genial, o final de Dexter imaginando sendo aplaudido com fogos de artifício, “We love you, Dexter”, foi uma metáfora do que provavelmente aconteceria por fora no mundo das séries, um trabalho fechado com chave de ouro.

Falando um pouco sobre a trama, recomendo que vocês parem de ler se ainda não assistiram, pois posso soltar alguns spoilers. O protagonista trata-se de um assassino sangue frio típico de um psicopata Serial Killer, aliás, ele o é. Tudo indica que em outras circunstâncias ele não seria. Inicialmente apresentado como alguém sem profundidade, fazendo tudo o que faz por puro capricho. Todavia, à medida que a história progride, vemos o quanto Dexter é perturbado por um trauma visceral que viveu na infância, fazendo-o ter apagões para esquecer aquelas trágicas lembranças. Foi adotado por um agente policial, Harry Morgan, que mentiu sobre sua origem, bem provável que tenha sido para protegé-lo de toda a sua cruel memória. Cresce sendo instruído em um código de conduta de apenas assassinar maus elementos. Durante o percurso ficamos atônitos se Harry girava bem da cabeça ou se era um simpatizante da psicopatia, entretanto, ao descobrirmos a real infância de Dexter entendemos o porquê de Harry ter aceitado tão bem o distúrbio de Dexter Morgan, ele tinha motivos de sobra.

Para dá uma abrilhantada preponderante, temos o Ice Truck Killer costurando as pontas e sendo o protagonista de um desfecho de tirar o fôlego. Esse final foi digno de uma Series Finale, ando achando difícil superar as expectativas nas próximas temporadas.
 
 Avaliação: Excelente!

Comentário sobre a 2ª Temporada (2007):

Dinâmica, tensa, inteligente, tenebrosa, reviravoltas, suspense, adrenalina, inquietação e vários outros adjetivos poderiam servir como epítome para essa segunda temporada de Dexter. Desculpem a empolgação, todavia, em quase todo fim de episódio, eu soltava um “agora fu*** tudo”, tamanho alvoroço que a trama criava em torno dos eventos.

O roteiro quase uma obra-prima, se é que me permitem defini-lo assim. Equação perfeita na construção de um clima de suspense que durou a temporada praticamente inteira, o tempo todo girando em torno se Dexter seria pego ou não, melhor: “E agora Dexter?” Os Cliffhangers e Plot Twits sabiamente utilizados, como se tirassem sarro de nossa noção de huminidade e o quanto somos facilmente enganados com meras desculpas de o protagonista só trucidar assassinos hediondos. A construção da personagem principal é tão bem sucedida, nos mostrando um Dexter calma e carismático, que apesar dele sempre insistir que não tem sentimentos, ainda assim não conseguimos levar muita fé nisso, já que em vários momentos ele se comporta de um jeito bem oposto e emotivo. Brinca com a nossa noção de humanidade, queremos um Dexter livre e dilacerando criminosos, ao mesmo tempo que queremos o mal daqueles que querem capturá-lo, Doakes. Toda essa psicologia ficou bem clara nessa Season 2.

Quanto aos personagens secundários, a série não abriu mão de trabalhá-los. E uma das melhores foi a Debra, que vivenciou o seu estresse pós-traumático de um jeito bem congruente com o seu modo grosso de menina caipira, aliás, essa é uma característica que eu adoro nela, aberta, escrota, forte, inocente e meio burrona. Anda sempre competindo com o Dexter e procura se firmar através dele, buscando algo que faça melhor que ele. Até o seu relacionamento com o Lundy teve uma dose de motivação nisso. Angel e Masuka, não tenho muito a dizer. Angel é o queridinho do grupo, sendo bem visto como alguém puro que nunca mente e procura sempre jogar limpo, sem trapaças, o nome o próprio diz. Masuka é o nerd estranho pervertido do grupo. Acredito que assim como o Doakes, eles serão pontas de lança para o Dex no futuro. Não poderia deixar de falar do Doakes (peço a você caso ainda não tenha assistido, pare de ler, pois vou soltar spoilers), eita sujeitinho que nos tirou do sério durante a temporada inteira, apesar de sabermos que ele estava só fazendo o trabalho dele, o seu modo arrogante com o Morgan também nos insultava. Porém, morri de pena dele no final, apesar de tudo, não merecia o destino que teve. A Lila talvez tenha sido a principal vilã dessa Season, uma genuína loba em pele de cordeiro. Desestruturou a base de várias personagens, Dexter, Deb, Rita e Angel. Uma lógica que tenho percebido desde a primeira temporada, algum psicopata sempre acaba conhecendo Dexter, na Season 1 foi seu irmão Ice Truck Killer, e nessa, numa outra roupagem a Lila, dando a entender na terceira teremos mais algum vilão com tal distúrbio. Será que alguém dará certo com o Dexter Morgan? Verei em breve.

Adorando também a trilha sonora, que influenciou até meu comportamento ultimamente. Oh, my God! Help me!! (Risos!) Sério! Trilha linda e ótima, todo aquele ar mórbido e sinistro é transmitido através dessas vibrações sonoras. Detalhe pessoal, passei a ser mais organizado com as minhas coisas, acho a meticulosidade de Dexter exemplar e junto com essa trilha, ela ganha mais brilho. Essa engenhosidade aplicado positivamente em boas áreas, é um grande auxiliar para o sucesso.

A Season Finale foi morna apesar de ocorridos bem determinantes, como o fatal assassinato ao Doakes e a “justiça” de Dexter nos últimos minutos. Daí percebemos que em meros 5 minutos muito pode acontecer. Foi impressionante como o caso do Bay Harbor Butcher teve uma conclusão razoavelmente singelo em comparação a todas as proezas que Dexter fez para não ser capturado, ou seja, ele não deixou nenhum rastro. No mais, a conclusão que chego é que essa temporada foi levemente superior à primeira, o que achei que seria bem difícil depois do arco do Ice Trucker Killer. Nota 4.4/5.

Avaliação: Excelente!

 

Comentário sobre a 3ª Temporada (2008):

Bem, como não é nenhuma novidade, podemos dizer que até agora essa foi a temporada mais morna, moderadamente arrastada e uma visível economia de recursos, como criatividade e tensão. Talvez os roteiristas precisavam dá uma descansada nos neurônios já que eles nos entregaram o ápice do suspense nas temporadas anteriores, qualidade impecável. Não obstante, muito longe de ser uma Season dispensável, já que ela aborda assuntos muito relevantes para a trama, como a amizade, confiança e conflitos morais.

Eu, particularmente, gostei da Season, embora previsível. A série tem seguido uma fórmula que deu muito certo nas temporadas passadas, no entanto, repetiu o mesmo desfecho na terceira, embora com muito menos adrenalina, o que tirou um pouco do alento, ao meu ver.

[OBS.: Peço que pare de ler esse comentário caso ainda não tenha assistido, pois virão Spoilers. ]

Entretanto, Dexter é uma personagem tão carismática que me envolvi completamente com ele, em como ele lida com a vida e seus problemas. Há grandes lições a serem aprendidas aqui. *Claro, tirando os tutoriais sobre como matar sem deixar vestígios.* Fiquei satisfeito com o desfecho e a grande curiosidade que fica no ar: como será o desempenho de Dexter como pai?

Quanto a fórmula que me referia, que é bem patente, diga-se de passagem, é a que Dexter sempre tenta criar ligações do seu ser monstruoso com as pessoas que se aproximam. Fica viisível que ele não quer ficar só nesse ramo. Se há algo de muito positivo nessa temporada é que acaba de vez com esse vazio e necessidade de compartilhar seus segredos com alguém, mesmo aqueles que se dizem mais preparados. Até agora foram três confirmações, seu irmão Ice Truck Killer, sua amante Lila e o seu “melhor amigo” Miguel Prado. Teremos uma quarta? Espero que não. A história precisa seguir um novo rumo. Há também um certo mau gosto do roteiro e com essa economia de recursos, tal como a criatividade e a gritante previsibilidade. A temporada só mostrou para que veio mesmo nos episódios finais, o que não salva tudo. O jeito é se contentar com esse manjado Plot Twist de Dexter sempre matar os que conheceram os seus segredos. Quem ver de fora o caso Dexter, sem prestar atenção ao contexto, o verá mesmo como um assassino frio, matou seu irmão e irmão de seu “melhor amigo”, sua amante e seu “best friend”.

Debra e Angel, além do Miguel Prado, é claro, foram as personagens coadjuvantes que mais chamaram atenção. Debra começou com um visual mais empoderado, independente, talvez mostrando algum aprendizado com o Lundy. Pura encenação. É uma personagem adorável, entretanto, cabeça-oca e muitas vezes irritante. O chato é que sempre tentam empurrar personagens para Deb se envolver sexualmente, ITK, marmanjo de academia, Lundy e agora esse tal de Anton. Chega! Parece que não se controla. Não conseguiram ver que esse planejamento para a Deb está lastimável? Ela merece coisa melhor que isso, não uma ninfomaníaca que não aguenta ver uma bengala.

Angel é lindo, de alma, digo. É uma personagem que sentimos vontade de abraçar e chamar de amigo. Tem os seus erros e não esconde. Não é atoa que uma vez Dexter disse que se um dia pudesse escolher ser outra pessoa, ele escolheria ser o Angel. Belíssimo o jeito dele mostrar sua carência e a forma como ele conquistou a oficial Gianna. Um ser humano maravilhosos. Só tenho qualidades para dizer do Angel. “Algumas portas devem permanecer fechadas.” Além disso, sensato que aceita conselhos.

Masuka é um caso quase sem esperanças, rs. Que japa engraçado do carai*, kkk!! Apesar de sua escrotidão, ele é uma excelente pessoa e muito inocente. Deseja ser considerado pelos seus amigos e ficou bastante magoado quando ninguém compareceu em sua palestra. Inclusive, a cena dele jogando na cara sua frustração para Angel e Deb foi demais. Espero um desenvolvimento melhor para o Masuka na próxima temporada.

E esse Quinn, hein? Quem ele é mesmo? O substituto do Doakes apresenta uma arma até mais letal que músculos do finado policial. Ele sabe muito bem jogar com a mente. Seria ele um daqueles papéis que chegou de mansinho aparentemente cínico e com muita malícia, só que nos conquistará com o passar do tempo? Estou muito curioso para descobrir isso.

Dexter como pai? Curiosidade à mil. Chegou a hora da mais aclamada temporada de Dexter, que rendeu um Globo de Ouro a Michael C. Hall. Partiu!!!

Avaliação: Bom. 


Comentário sobre a 4ª Temporada (2009):

Seria um pecado de minha parte dizer que achei essa temporada um tanto que superestimada? Perdoem-me, não obstante, achei exagerados os clamores. A começar pelo ritmo lento que toda a Season teve, exceto as cenas que envolviam Dexter se aproximando do Trinity e os desdobramentos que isso teve. Sem dúvidas que o Arthur Mitchell foi o vilão mais cruel até então, superando o Ice Truck Killer pelos seus métodos totalmente desumanos, todavia, deixou a desejar em termos de suspense, quesito responsável por me fazer viciado na série. Nessa questão, Doakes e Lila na primorosa segunda temporada tacaram muito mais o terror. Quando soube de comentários dizendo ser o melhor ano da obra, lógico que estava esperando um ritmo de tirar o fôlego como na 2ª temporada, praticamente em cada final de episódio, dizíamos: “Agora lascou tudo!” Sem contar com o final anticlímax total, beirando o mau gosto que o entretenimento tem mostrado, desnecessário. Comentarei isso abaixo. SPOILER ALERT!

Um diferencial interessante no roteiro da Season 4 é a honestidade com o espectador e mudança de conduta. Logo no primeiro episódio já nos é apresentado a figura antagonista elementar, Trinity em ação, em uma perturbadora cena de impacto, dele assassinando uma jovem na banheira, banhada de sangue. Esse fator chamativo da série não nos enrolar com isso, só fez ganhar pontos de credibilidade, ao invés de fazer Dexter de “refém” (tal como ocorreu na 1ª temporada, ITK dominando tudo), agora era a vez do Dexter estar passos à frente, dando aquela gostosa sensação do Arthur na palma de sua mão. Porém, essa aparente tranquilidade e segurança só desacelerou o ritmo da trama, acomodando o Dexter de que ele não precisaria ter pressa, pois tinha o que aprender. Toda essa conduta seria primorosa em um bom desfecho, coerente com o que foi apresentado. Os Plot Twists continuam ótimos, como naquela cena do Dex finalmente mostrando o Dark Passenger para o Arthur e sua família, no primoroso 9º episódio (Hungry Man), e o mesmo sendo descoberto pelo Trinity no 11º episódio (Hello, Dexter Morgan). Gente! Que cenas poderosas, valeriam pela temporada inteira.

Minha implicância fica com o final, nos últimos minutos da Season, que para mim, beirou muito o mau gosto, contradizendo todo o cuidado que a série teve até o momento apresentado. E claro, não sou infantil ao ponto de não aceitar a morte de uma personagem, a morte é isso mesmo, inesperada. Entretanto, se tratando de uma personagem importante como a Rita, que se tornou um dos pilares do Show, era preciso um cuidado mais considerável. Deu a entender que os roteiristas quiseram nos entregar um “presentinho” (de muito mau gosto, repito) no final do capítulo, “estão achando que tudo vai acabar assim, olha aqui o presentinho que preparamos para vocês.”. Meu, ridículo, lastimável final. Ok, tinham que matar a Rita? Uma morte como a do Lundy funcionaria muito bem, conservando a mesma metodologia do Trinity, e algo mais importante, não apresentando a morte dela como presentinho ou surpresinha, mas fazendo parte primordial da trama. Olha que maneiro seria, a personagem não morrendo em vão, Arthur descobrindo toda a vida de Dexter no penúltimo episódio, aumentando a tensão ao extremo, conseguindo passar por cima de Dexter e capturando a Rita. No último episódio, Dexter completamente devastado, incluindo também que Astor e Cody já estavam cientes do ocorrido com a Rita, um episódio tenso que terminaria com o triunfo de Dexter, finalmente esquartejando Trinity. O modo como ocorreu fez com que meu “niilismo” ressuscitasse. Final de mau gosto e desnecessário. Não preciso mais ver a quinta temporada para saber o declínio que a série terá, pois o grande barato era ver a trama com um Dexter casado, pai de família, aprendendo sobre emoções humanas e conciliando tudo isso com o seu Dark Passenger. Tudo perdeu o sentido agora. Toda aquela expectativa que um dia a Rita saberia sobre o lado oculto do Dex e como ela se comportaria, foi tudo por água abaixo. Uma pena. Vou continuar assistindo porque talvez eu chegue a uma conclusão diferente, já que minha opinião sobre a 4ª temporada foi bem diferente da maioria esmagadora.

Quanto a trama das personagens, o mais inesperado foi o romance do NADA de Angel com a sonsa da Maria. Tenho uma birra com a Maria Laguerta, acho ela uma personagem essencialmente baixa, que mantém uma certa postura aprendida quando tudo está de acordo com os seus planos, não obstante, quando uma peça sai fora do lugar ou quando tem alguém pegando no seu pé, ela “roda a baiana” e mostra a sua vil impostura. Lastimável que o Angel aceitou esse papelão. Pior que os romances da Deb, pelo menos nos da Deb não aconteciam em Offscreen. No do Trinity apresentou aquele carisma que todo Serial Killer de primeira tem, de que, o quanto essa pessoa seria perfeita se não tivesse esse lado obscuro. Com uma aparente boa relação familiar, que o Dexter ficou intrigado, para uma mudança total de panorama, nem mesmo a sua família o suportava. O que me deixou com um ponto de interrogação, se o Arthur tinha mesmo uma relação abusiva com a família, porque a narrativa fez questão de mostrar a mulher toda alegre com ele na banheira? Não parecia que ela estava fingindo.

Atuações impecáveis do Michael C. Hall e do John Lithgow, merecedores inquestionáveis dos prêmios que receberam. A Jennifer Carpenter (esposa do Michael C. Hall de 2008 à 2011) também não fica atrás, aquela cena de desespero que ela interpretou entrou para sempre em minha memória.

O que espero para as próximas temporadas é nada melhor que isso, possa ser que façam um desfecho legal quando o Dexter, finalmente, for descoberto por todos. É o ápice para mim. Queria muito partilhar da opinião da maioria que diz que a quarta é a melhor temporada, ainda continuo com a segunda.

Meu TOP até agora:
1) 2ª Temporada
2) 4º Temporada
3) 1ª Temporada
4) 3ª Temporada 

Avaliação: Excelente! 


Comentário sobre a 5ª Temporada (2010):

Well, que os haters me perdoem, não obstante, ainda bem que não segui a recomendação de parar na 4ª temporada, ainda continuo firme com Dexter, a trama ainda tem sentido. Já tinha registrado aqui a minha indignação com a Season Finale do 4º ano, naqueles desnecessários minutos finais. Entretanto, a 5ª temporada conseguiu justificar um pouco aquela retirada, dando a oportunidade para o Dexter mostrar para alguém em que confia o seu Dark Passenger, e o melhor, pela primeira vez, alguém ficar realmente vivo após o conhecimento desse segredo.

Roteiro tipicamente previsível, um tanto menos complexo do que foi a 3ª temporada com o louco do Miguel Prado. SPOILER ALERT. Aqui a história parecia que seguiria o mesmo rumo do que foi a Season 3, Dexter partilhando seu Dark Passenger e essa pessoa participando do ritual. Lumen foi a grande exceção. Conheceu o Dexter genuinamente como é e sobreviveu. Gostei muito de como tudo foi construído, a base foi edificada com muito zelo, tijolo à tijolo, bem diferente do que foi com a relação mais nada a ver de todos os tempos, Angel e Maria. Fiquei levemente penalizado que o Dark Passenger da Lumen foi dissipado após ter conseguido a sua vingança, fiquei mais triste pelo Dex, que já não aguenta mais ficar sozinho. Parece que ele, de fato, se apaixonou pela primeira vez. Até aqui, a série convenceu que o quanto ele pode sentir, na verdade, o Dexter pode tem sentimentos bastante intensos, até mais que as pessoas comuns, a questão eles estão bem adormecidos pelo trauma.

Aqui temos uma grande zoeira com os coachs de desenvolvimento pessoal que acreditam em fórmulas diretas para lidar com as dificuldades da vida. Creio que fórmulas sejam relevantes e nos ajudam a ter uma direção, todavia, fazer disso a religião do século 21 é algo a se refletir com mais cuidado. Quantos Jordan Chase devemos ter por aí, hein? O vilão dessa temporada até que teve carisma.

Adorando a Deb, que está cada vez mais experiente em sua profissão, ainda continua com as mancadas de se relacionar impulsamente, contudo, Deb tem mesmo uma fibra, uma garra que encanta. Foi como o Quinn disse, ela é como um “cara”, com ela ele não precisa fazer joguinhos, pois o que ela pensa e sente, não disfarça, geralmente expressa tudo com meia dúzia de palavrões escrotos e desconhecidos (Risos!). O Quinn tem me surpreendido positivamente, não o vejo mais como aquele babaca que se apresentou na Season 3 e um pouco na quarta. É uma personagem Plot Twist. Ele está aprendendo a ser sincero e confessa o seu mau-caratismo em alguns momentos.

Faço questão de formar um tópico especial para a minha querida birra: Maria Laguerta. Eita, mulherzinha. Sem chances de gostar dela. Toda aquela minha desconfiança se provou ter sentido. Tinha identificado essa sua falha de caráter em momentos bem antes, uma sonsa, fingida, que só pensa na própria carreira e já provou o quanto é capaz de se rebaixar por isso. A mulher, cujo dote especial é fazer o “the best blowjob”, só mantém a postura quando tudo é conveniente a ela. Espero mesmo que mude, odiaria finalizar a série tendo implicância com alguma personagem que faz parte das relações de amizades do Dexter.

P.S.: Somente eu percebi a introdução de uma nova trilha sonora? Talvez fosse apenas para a Lumen ou a nova fase solitária do Bay Harbor Butcher.

Uma coisa que estava esquecendo de comentar é sobre o quanto o Dexter esteve perto de ser descoberto, nada mais será como aquela alucinante segunda temporada, porém, até que me lembrou a dinâmica. Um ponto errôneo que considerei até uma falta de respeito com o espectador: como assim que a Debra esteve a poucos passos de descobrir o casal vingador (Dexter e Lumen) e não ter feito a menor questão de pelo menos ver o rosto deles? Não me parece ser característica da Deb. A explicação foi Deus (ou o demônio) protegendo o Dexter ou a Deb, de fato, se emocionou demais com o caso e se simpatizou com os vingadores, entendendo que o quê fizeram era mais do que justo. Em alguns momentos o roteiro justifica isso.

Espero que as próximas temporadas não sejam tão ruins como vários alertam. Até então, considero essa Season 5 ainda dentro dos padrões da série.

Avaliação: Bom-Excelente!

 

Comentário sobre a 6ª Temporada (2011):

Nunca vou esquecer minha reação inusitada e surpreendente com a Season Finale dessa temporada. Fiquei literalmente em choque. Mesmo sabendo que um dia tudo isso iria acontecer, a gente espera que nunca aconteça. E agora? O que será daqui para frente? O cliffhanger nos últimos minutos teve êxito em potencializar esse efeito de dúvida e ansiedade para conferir a próxima temporada. Talvez o termo “cliffhanger” não esteja totalmente certo nesse contexto, não obstante, me refiro mais à tomada de decisão da Debra. O que ela irá fazer?

Diferente da maioria, para mim, a série Dexter ainda continua valendo. Na verdade, estou tendo dificuldade de entender a razão das críticas, a temporada entregou bizarrices, suspense, mortes criativas, abordou uma questão fundamental que antes não tinha nem tocado, mesmo levemente, no que se refere ao posicionamento moral e de crença do Dexter. Em que Dexter acredita? Em seu código? O Código Harry é a sua religião? Eu, particularmente, gostei demais dessa abordagem, intensificada ainda mais pelo brother Sam. Mesmo repetindo a fórmula batida que a série não abre mão de jeito nenhum, de Dexter sempre encontrar alguém aleatório que o ajude a refletir sobre o seu Dark Passenger, e claro, compartilhar seu segredo com alguém. Essa talvez seja uma das maiores críticas para a série. Contudo, ainda não cansei dessa frenesi do Dex.

ALGUNS SPOILERS. CUIDADO!

Não foi exatamente um compartilhamento como ocorreu com a Lila, Miguel Prado e Lúmen, mas irmão Sam teve um papel muito importante nas reflexões de Dexter sobre o seu Dark Passenger, não era necessário Dex dizer uma só palavra, brother Sam conseguia ver sua escuridão. O diálogo direto que eles tiveram quando estava se conhecendo me deixou bastante admirado pela sinceridade do Sam. Isso tocou o Dexter de tal forma conquistando completamente sua simpatia. “Ele mudou, poderia eu também mudar?” Gostei dos pequenos Plot Twist dessa relação.

Falando em Plot Twist, com certeza o ápice foi o arco do Travis Marshall e professor Gellar. Claramente uma referência à Psicose, do Alfred Hitchcock. Algo interessante acontece no episódio “Nebraska”, nos dando uma dica matadora do que realmente estava acontecendo. Dexter vai parar num hotel cujo proprietário se chama Norm. De todos os nomes possíveis, por que Norm? Dono de um hotel? Claro que se referia a Norman Bates. O mais curioso ainda foi que no meu grupo de comentários ninguém falou esse fato. Como assim?

Voltando ao compartilhamento do Dark Passenger, sem dúvidas que ficará nas costas da Deb. Nossa, como desejei que ela nunca descobrisse! Provavelmente esse será o foco da temporada posterior. A série finalmente chegou nesse auge do desconforto, não que seja ruim em termos de qualidade, porém, vou levar um tempo até digerir essa situação.

Problematizando, até que tiveram algumas “forçações de barra” gritantes nessa temporada, Dex se arriscando demais, sendo muito descuidado, assassinatos ao ar livre e ninguém para testemunhar, até mesmo pelo Plot do Travis. Há uma cena do último episódio que subestima a inteligência do espectador: Como assim que ninguém investigou mais a fundo a moradia onde um casal foi encontrado morto, com o quadro do Dexter bem perto? E dizer para a gente que apenas estava esperando o Dexter chegar? Putz, imperdoável. Tinham que escontrar outro caminho mais justificável.

Sobre personagens, começar a falar sobre a Maria LaGuerta, a ordinária. Claro que eu como hater de carteirinha, não poderia deixar de lado. A criatura só piora com o passar do tempo, passa por cima de tudo e todos, desconsiderando qualquer tipo de ética que possa ter. Já tinha dito em temporadas passadas que acho difícil algum Plot Twist no valor da LaGuerta, entretanto, como a série sabe (quando quer) construir bons “twists”, talvez eu quebre a cara.

O Quinn parou de crescer, chegou como que não queria nada, até o odiamos quando começou a revelar seu mau caráter, mais tarde mostrou qualidades que não víamos e deu uma grande evoluída. Resolveram estragá-lo com a recusa da Deb sobre o pedido de casamento que ele fez. Deu aquela impressão de que todo o trabalho foi jogado na lata do lixo. Ou só serviu para mostrar o quanto ele se importava com a Deb, a ponto de ir ao fundo do poço por causa dela.

Masuka e Angel continuam na mesma, e claro, adorei a postura do Angel ao apoiar a promoção da Deb. Claro que ele estava mais preparado, não obstante, aceitou numa boa e ficou feliz pela amiga. Isso sim é exemplo de um ser humano que queremos ter por perto. Não precisamos passar a perna em ninguém para conquistarmos o nosso objetivo. Espero que o Angel só cresça.

Estou muito desnorteado sobre o futuro da série após essa Season Finale, foi como um nocaute para mim. Estou mais pensando que a série vai focar muito na relação Dexter e Deb. Muita coisa vai mudar para eles. Algo me diz que tudo vai acabar muito mal, Dexter e Deb serão profundamente quebrados e não quero que nada disso aconteça. Enfim... São coisas da vida, tanto real como fictícia.

Atingindo esse ápice, é quase impossível abandonar a obra de TV nessa altura do campeonato, mesmo que muitos tenham tido certa implicância. Dexter, até aqui, ainda tem salvação e acredito que teriam boas razões para fazer uma excelente Series Finale, todavia, pela opinião da maioria, sei que não será isso que acontecerá.

Conferindo...

Avaliação: Bom-Excelente! 


Comentário para a 7ª Temporada (2012):

Ok, motherfuckers! Vamos para mais uma temporada de Dexter. Uau! Quanta coisa, quanta loucura. Quanta baboseira também e quanta “burrice” do protagonista em alguns momentos. Não obstante, posso dizer que até mesmo nessas “burrices” ele é um gênio da autoanálise, tem plena consciência de tudo que está fazendo, inclusive dos riscos. Acredito que foi uma temporada mais para mostrar o lado sentimental que foi desenvolvido em Dexter e consequências disso, principalmente para dá ainda mais impacto ao “plot twist” na aceitação da Deb (falarei disso abaixo). No mais, uma boa temporada, sim, me causou raiva e decepção em algumas situações, todavia, creio que a série conseguiu se virar bem e contornar o que antes não seria visto com bons olhos.

SPOILERS, MOTHERFUCKERS!!
O Plot Twist usando a Deb como recurso principal foi mesmo marcante, em temporadas passadas jamais imaginaríamos que ela um dia compartilharia do Dark Passenger do irmão. Hoje em dia ela não só fala disso, como encobre tudo, avisa ao Dex o que estão investigando e chegou até a pedir um “favorzinho” para ele. Essa é a grande virada. Até esse momento o Dexter estava caidinho pela cretina da Hannah, o que é um absurdo e subestima a inteligência do espectador com aquele papo repetido de que ela o aceitava inteiramente. Oras, a Lila e a Lúmen também o aceitou e não ficou tão perceptível essa “paixonite” toda. Não consigo deixar de ter a impressão que tudo isso surgiu somente no meio da produção, os roteiristas devem ter pensado que ficaria interessante se o Dexter se apaixonasse para gerar um conflito na Deb, no sentido de que, se antes a irmã desaprovava o que ele fazia, agora tinha ela implorando para ele fazer o que faz. Para ele fazer justiça! E o mais legal é que ficamos do lado da Deb, porque a maioria de nós também queria a Hannah morta. Pensando por essa perspectiva, passei a não implicar muito com essa paixonite, pois foi só recurso de roteiro.

Algo também a se ressaltar foi a possibilidade do Dark Passenger não existir. Na verdade, sendo apenas uma forma piedosa do Dex conseguir viver bem com o que faz, o que geralmente não tem muito sentido se for considerar psicopatas, pois eles não sentem remorso. Porém, Dexter sente. Como assim? É como se o ser humano normal estivesse bem escondido dentro dele e nesses momentos é patente esse lado. Talvez o Dexter não seja um genuíno psicopata, somente uma pessoa extremamente traumatizada. Nunca vi o Dark Passenger como uma “entidade”, do mesmo modo que o código Harry personificado pela imagem do pai não seja algum espírito externo auxiliador, entretanto, sua própria consciência. O Dark Passenger seria somente a compulsão do vício, por esse prisma, é lógico que ele existe. Eu tenho o meu Dark Passenger assim como a maioria de vocês se formos pensar em termos de vício em alguma coisa, que se não controlado devidamente, nos trará muitos problemas.

Comecei a tomar ranço pela Laguerta desde o momento em que ela se sujeitou a dormir com o marido de sua substituta somente para desestabilizar sua rival (isso ainda lá na primeira ou segunda temporada), aliás, antes disso, quando percebi sua falta de polidez quando as coisas vão contra a sua vontade. Isso me deixou indignado com a personagem. À medida que a história avançava ela ficava cada vez pior no mau caratismo, a ponto de que não era só eu o único hater, contudo, grande parte dos espectadores. Como assim o roteiro teve a grande ideia dela ser a responsável pela captura do Bay Harbor Butcher? Inadmissível. Ela não mereceria tal honra. Acho que foi até melhor a trama nos fazer ter ódio por ela e não se sentir penalizado nem um pouco com a sua morte, podem me julgar, mas não senti nenhuma pena dela. Aliás, sentimos mais pena da “assassina” que propriamente da vítima. Coitada da Deb por entrar naquele dilema, agora sim ela está totalmente quebrada por dentro.

A caçada de LaGuerta me lembrou demais daquela adrenalina de pulsar o coração para fora da boca, assim como foi aquela deliciosa segunda temporada. A minha preferida até agora. Saudades desse arco da série. Juro que acreditei que o episódio final “Surprise, Motherfucker” fosse um grande sinal de que o Dexter seria mesmo preso, não passou de uma genial trollagem, a inteligência do Dexter de se livrar é mesmo impressionante, sentia aquela agonizante sensação de que tudo era armação da LaGuerta e ele seria encurralado bem no final do episódio. O “Surprise, Motherfucker” toi totalmente para a Deb.

Esse trauma da Deb em ter que fazer o que fez é a prova de que ela não poderá mais ter envolvimento com o Dexter. Seria até mais cabível que o Dexter fosse para outro lugar ou mesmo a Deb. Mais lógico da parte dela, evitar trabalhar no mesmo lugar que a LaGuerta trabalhou. Deveras, uma barra muito pesada a Deb irá enfrentar. É uma das personagens mais “fodidas” da série, inclusive, até mais que o Dex em alguns quesitos. Dex matou, matou e matou, não obstante, a pessoa que menos se encaixava no código, aliás, que não tinha traço nenhum de compatibilidade com o código, foi morta pelas mãos de Deb. A série soube construir direitinho todo esse desenrolar até a derradeira tragédia, tiro o meu chapéu pra essa engenhosidade.

E Hannah, hein? Seria uma ponta solta ou um Cliffhanger? Fugiu e deixou uma suspeita planta na porta de Dexter. Tenho uma fortíssima impressão que ela vai vim com tudo para cima dele, em busca de vingança. Também pode descobrir que foi ele que matou seu pai. Seria um final a lá “Romeu & Julieta” entre Dex e Hannah? Espero que não.

Mais uma vez, atuações maravilhosas do Michael C. Hall e Jennifer Carpenter. Fã do Michael eu já sou, da Jennifer eu estou me tornando, vou precisar assistir os outros trabalhos dela. C. Hall até mesmo andando rouba a cena, reparem na classe dele desfilando algemado ao lado da LaGuerta no último episódio. Aquela cena da Jennifer em que a Deb confessava está apaixonada pelo irmão foi mesmo comovente, uma surreal mesclagem de aflição, vergonha alheia, decepção, “broken inside”, incesto, síndrome de estocolmo ao gostar muito do irmão mesmo sabendo do seu Dark Passenger e muita complexidade, somente uma grande atriz poderia causar tais sensações.

O plot do Quinn foi mais para encher linguiça e não teve relevância nenhuma para a trama, somente em mostrar o quanto ele é capaz de fazer merda, todavia, também exibe que ele pode ter um bom coração ao se preocupar com uma prostituta e até mesmo querer ter um relacionamento com ela. No geral, é mais uma relação de amor e ódio com a personagem. Angel esquecido no churrasco, com certa crise existencial e de profissão.

Não poderia deixar de comentar sobre o Isaak Sirko, que considerei um dos antagonistas para carismáticos até agora. Frio, calculista, casca grossa, letal, ordinário e psicopata. O fato dele ser gay só deu ainda mais charme ao personagem. Em outras circunstâncias ele poderia facilmente ter uma boa amizade com o Dexter. Os diálogos entre eles foram ótimos, que o amor está acima de qualquer razão, mesmo que o seu amor tenha cometido erros graves que justificasse tal fim fatídico, ainda assim era inevitável sentir ódio pelo seu assassino, era isso que Sirko queria que Dexter entendesse. Temos outro Plot Twister com o próprio Sirko pedindo auxílio ao Morgan. Aquela cena dos dois conversando no bar gay, onde o Isaak confessa pela primeira vez a sua orientação sexual, foi demais. Tipo, ambos muito perto fisicamente um do outro, os dois querendo matar um ao outro, porém, a classe era maior e nada podiam fazer. Pessoas de classe são outro nível.

Até agora não entendo porque dizem que Dexter acaba na 4ª temporada. Tanto desenvolvimento aconteceu desde então, uns errinhos aqui e acolá, entretanto, tá tudo bem. Dexter é uma personagem tão interessante e complexa, que somente ele já bastaria para manter o meu interesse, ressaltando a atuação do Michael C. Hall que conta bastante.

Continuo firme e forte com Dexter. Vamos para a última temporada e espero mesmo que não seja tão ruim quanto dizem.


Avaliação: Bom-Excelente!

 

terça-feira, 16 de junho de 2020

Rambo: Até o Fim (2019)

Rambo: Last Blood / Adrian Grunberg / Excelente!

Torrent Dual-Áudio com legenda: https://www.comandostorrents.com/rambo-ate-o-fim-torrent-2019-dublado-legendado-4-de-janeiro-via-torrents

Ficha Técnica:

Título Original: Rambo: Last Blood
Ano de Lançamento: 2019
Diretor: Adrian Grunberg
País: Estados Unidos da América
Gênero: Drama, Ação, Thriller

Sinopse:
O tempo passou para Rambo (Sylvester Stallone), agora ele vive recluso e trabalha em um rancho que fica na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Sua vida antiga marcada por lutas violentas, mas quase sempre vitoriosas, ficou no passado. No entanto, quando a filha de um amigo é sequestrada, Rambo não consegue controlar seu ímpeto por justiça e resolve enfrentar um dos mais perigosos cartéis do México.

Elenco:
Sylvester Stallone
Adriana Barraza
Paz Vega
Yvette Monreal
Louis Mandylor
Óscar Jaenada

Comentário:
Nossa! Gostei tanto desse Rambo, mais tanto, que tive que colocar em 2º lugar no meu TOP da franquia, superando até mesmo o primeiro filme. Bem, essa decisão ainda não está certa, talvez esteja sendo levado pela emoção do momento, no entanto, razões pelas quais escolho fazer assim, que nessa altura do campeonato, torna-se muito difícil surpreender com uma personagem que marcou gerações e assusta em ver que John Rambo ainda tem muita lenha para queimar, e como! Li alguns comentários de pessoas que odiaram a obra, muitos assistiram sem ao menos ver todas as películas da saga, assim fica difícil compreender a profundidade, aversão à sociedade, revoltas, traumas, calejamento do espírito e toda violência de Rambo. Pior, alguns até viram ufanismo e preconceito por Rambo massacrar criminosos mexicanos, até mesmo conservadorismo X liberalismo, um velho sisudo isolado, conservador, que carrega os valores de um homem bruto das antigas, afastado do mundo, vai para a cidade só para derramar muito sangue. Incrível como paranoias ideológicas e políticas não sossegam nem mesmo em uma fita cujo tema principal é vingança, não enxergam o contexto do roteiro em si, mas procuram ver paranoicamente o que está atrás das cortinas, elaboram significados absurdos até mesmo onde não têm. No mundo de Rambo, a lei que reina é a da injustiça e da morte, ele foi o único que conseguiu sobreviver nesse inferno porque se permitiu virar o próprio inferno em forma de gente. Apesar disso, soube seguir em frente sendo um homem amável, formando uma família adotiva, criando Gabrielle como a própria filha, essa relação resgatou o homem civilizado que estava perdido dentro dele. Acham mesmo que se ele perdesse esse elo tão mágico da forma covarde e ultrajante como perdeu, não teria todos os motivos para agir com tanta crueldade? Cada facada que Rambo dava naqueles patifes era como se eu mesmo estivesse dando, minhas mãos tremiam e até as caretas do Stallone inconscientemente fazia, tamanha sinergia tive com "Las Blood", tal intensidade não tinha como sentir em "First Blood", que é ótimo e incrível, a carga dramática desse último filme é muito mais acentuada. Aquela cena final então, é um deleite, ao estilo "Esqueceram de Mim" para terror, rs. Obrigado Stallone por nos presentear com o melhor jeito Rambo. Vida e saúde longas ao Sly! Fichou com chave de ouro a franquia.

Meu TOP da franquia:
1) Rambo: First Blood Part II (1985)
2) Rambo: Last Blood (2019)
3) First Blood (1982)
4) Rambo IV (2008)
5) Rambo III (1988)

Avaliação: Excelente!

Algumas imagens:




Já pensou se a flecha solta da mão dele sem querer? :/



sábado, 30 de maio de 2020

Rocky (1976)

Rocky / John G. Avidsen / Excelente!

Franquia Rocky completa, dual-audio: https://www.comandostorrents.com/rocky-colecao-completa-torrent-1976-a-2006-dual-audio-bluray-1080p-dublado-download-via-torrents

ATENÇÃO! O áudio dublado está fora de sincronia, mas o original em inglês está perfeito. Como gosto mais de assistir com as falas originais, para mim não teve problemas.

Ficha Técnica:

Título Original: Rocky
Ano de Lançamento: 1976
Diretor: John G. Avidsen
País: Estados Unidos da América
Gênero: Drama, Esporte

Sinopse:
Rocky Balboa, um lutador de boxe medíocre que trabalha como "cobrador" de um agiota, tem a chance de enfrentar Apollo Creed, o campeão mundial dos pesos-pesados, que teve a ideia de dar oportunidade a um desconhecido como um golpe publicitário. Mas Rocky decide treinar de modo intensivo, sonhando apenas em terminar a luta sem ter sido nocauteado pelo campeão.

Elenco:
Sylvester Stallone
Talia Shire
Burt Young
Burgess Meredith
Carl Weathers
Tony Burton
Joe Spinell
Lloyd Kaufman

Comentário:
Lembro de um tempo atrás ter assistido Rocky, na íntegra, sem ser como mero passatempo de uma Sessão da Tarde e não ter apreciado tanto. Onde que estava com a minha cabeça, pelo amor de Deus? Nessa quarentena, a franquia Rocky tem me mostrado o que é a vida sob uma nova perspectiva, Sylvester Stallone deve ser aplaudido de pé por esse incrível legado. Se não me engano, ele escreveu o roteiro de Rocky numa madrugada e entregou para uma produtora, que não queria ele como ator principal. Então ele guardou seu roteiro no bolso e não o vendeu, inconformado, pois ele deveria interpretar sua personagem, já que se baseava em sua vida. E ainda bem que ele fez isso, não consigo imaginar Rocky sendo interpretado por outra pessoa, não teria o mesmo carisma e pungência. Ainda não assisti todos os filmes indicados ao Oscar de Melhor Filme em 1977, mas tenho certeza que os membros da Academia fizeram uma escolha sábia, Rocky foi muito importante para a época e continua sendo até hoje. Redundância comentar a maravilha e opípara que é a trilha de Rocky, não é mesmo? Continua vivíssima até hoje, uma trilha que jamais envelhecerá. Ainda vou correr por aquelas escadas, a Rocky Steps, do Museu de Arte da Filadélfia.

Avaliação: Excelente!

sábado, 1 de abril de 2017

Vikings (2013 - )

Vikings / Michael Hirst / Excelente!

Torrent: http://www.torrentseries.net/
Torrent: http://www.torrentseries.net/?s=vikings&tipo=video
Torrent: http://www.torrentseries.net/vikings-1a-temporada/

Ficha Técnica:

Título Original: Vikings
Ano de Lançamento: 2013
Ano de Encerramento: Ainda em lançamento
Autor: Michael Hirst
País: Canadá, Irlanda
Gênero: Ação, Drama, História, Guerra

Sinopse:
A história acompanha as aventuras do guerreiro nórdico Ragnar Lodbrok, figura histórica que viveu no período Medieval. Considerando-se descendente de Odin, Ragnar busca dominar vários territórios da Europa.

Elenco: 
Travis Fimmel (Ragnar Lothbrok)
Clive Standen (Rollo)
George Blagden (Athelstan)
Gustaf Skarsgard (Floki)
Katheryn Winnick (Lagertha)
Alyssa Sutherland (Aslaug)
Gabriel Byrne (Earl Hadaldson)
Jessalyn Gilsig (Siggy)
John Kavanagh (The Seer - O Vidente)
Maude Hirst (Elga)
Thorbjorn Harr (Jarl Borg)
Alexander Ludwig (Bjorn)
Amy Bailey (Princesa Kwenthrith)
Donal Logue (Rei Horik)
Georgia Hirst (Torvi)
Jefferson Hall (Torstein)
Linus Roache (Rei Ecbert)
Moe Dunford (Aethelwulf)
Ben Robson (Kalf)
Gaia Weiss (Porunn)
Jennie Jacques (Judith)
Kevin Durand (Harbard)
Morgane Polanski (Princesa Gisla)
Ida Nielsen (Margrethe)
Jonathan Rhys Meyers (Bispo Heahmund)
Josefin Asplund (Astrid)
Lothaire Bluteau (Imperador Charles)
Peter Franzén (Rei Harald Finehair)

Nota: Excelente!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Mr. Robot (2015 - 2019)

Mr. Robot / Sam Esmail / Excelente!

Torrent: http://www.torrentseries.net/?s=Mr.+Robot&tipo=video

Ficha Técnica:

Título Original: Mr. Robot
Ano de Lançamento: 2015
Direção e Roteiro: Sam Esmail
País: Estados Unidos da América
Gênero: Drama, Suspense

Sinopse:
Elliot é um jovem programador que sofre de uma desordem que o torna anti-social. Acreditando que a única forma de se conectar com as pessoas é hackeando suas vidas, ele alia seu conhecimento à uma empresa de segurança online para proteger aqueles que ele ama daqueles que tentam, de alguma forma, prejudicá-los. Suas atividades chamam a atenção de Mr. Robot, um misterioso anarquista que convida Elliot a fazer parte de uma organização que atua na ilegalidade com o objetivo de derrubar as corporações americanas. Entre a empresa e a organização secreta, Elliot vai precisar decidir quem ele realmente quer ser.

Elenco:
Rami Malek (Elliot Alderson)
Christian Slater (Mr. Robot)
Carly Chaikin (Darlene)
Martin Wallström (Tyrell Wellick)
Portia Doubleday (Angela Moss)
Azhar Khan (Mobley)
BD Wong (Whiterose)
Frances Shaw (Shayla)
Michel Gill (Gideon Goddard)
Stephanie Corneliussen (Joanna Wellick)
Ron Cephas Jones (Romero)
Sunita Mani (Trenton)
Elliot Villar (Fernando Vera)
Grace Gummer
Jake Busey
Michael Cristofer


Comentário:
Uma das melhores surpresas que tive a oportunidade de assistir, todo o momento é engenhosamente bem construído, principalmente a personagem principal, que dá um bando de impressões notórias, sua ácida crítica a sociedade, ao nosso comportamento medíocre, a nossa ilusão de controle. Sua vibe tecnológica nos faz sentir inseridos nela, já que é a representação verídica do que está acontecendo em nosso meio, sobre como estamos vulneráveis nas redes sociais, o que somos capazes de fazer em troca de "likes", a falsa sensação de importância. Tudo isso é falar pouco sobre Mr. Robot, a obra de Sam Esmail é tão repleta de reviravoltas, tão insanamente criativa que ficamos sem chão.

Comentário sobre toda a série:

Hello, friend!

Finalizei essa incrível série no dia 12 de abril de 2020, vocês acreditam que consegui comentar nada até então? Tamanha era a minha incompetência, grande era minha incapacidade de traduzir a veemência que estava sentindo, sorri, entrei em êxtase, experimentei novos sabores, enlouqueci, me deprimi e chorei muito durante a série inteira. Mr. Robot marcou a minha vida, tanto pelo poder de sua narrativa completamente inovadora, tanto pela crítica tétrica de Elliot e Mr. Robot sobre o mundo (os dois foram meus grandes mestres, aprendi duras lições com eles) e sem palavras para descrever a genialidade do Sam Esmail, me tornei obcecado por esse homem, Os Anonymous precisam sequestrar esse gênio e obrigá-lo a escrever uma nova obra. Calma, gente, é brincadeira! Pois Sam Esmail pode tudo, é um semideus.

Mr. Robot foi para mim uma grande aula de psicologia humana, mormente sobre os impactos da complexidade da mente humana. Essa opípara série conseguiu como poucas dá um completo nó em nossa cabeça, nos deixar atônitos no modo mais sagaz, elaborar teorias absurdas sobre as deixas, enxergar claramente o esplendor da informática, tanto para o bem como para o mal, vimos o quanto a informática pode ser uma potente arma de guerra. Elliot era um John Rambo em seu mundo. Tão profundo que nem podia confiar em si, vimos uma das mais viscerais batalhas que alguém poderia travar contra si mesmo. "Clube da Luta" agradece a homenagem e o Transtorno Dissociativo de Identidade foi elevado ao extremo, manobrando perfeitamente o entretenimento, a comicidade, com situações tão dolorosas, como aquelas cenas em que o Mr. Robot assumia o lugar para que Elliot não sentisse aquela dor. A série de Sam Esmail consegue o efeito lindo de fazer a ficção a própria realidade, fora as inúmeras indiretas que o roteiro faz com as teorias da conspiração, viagem no tempo e Universos Paralelos.

Por mais que eu escreva e escreva, sempre vou ter a sensação de que nunca vou conseguir passar com integridade a minha experiência com Mr. Robot, uma obra-prima, um clássico (ou pelo menos tem que virar, somente o tempo dirá). O que dizer então das personagens secundárias e antagonistas? Darlene, Angela, Tyrell e sua finada esposa Joanna, Dominique, o ilustre Whiterose, brother Leon, o insano Vera, o mercenário Phillip Price, a psicóloga Krista e alguns outros, todos eles foram construídos a dedo e possuem uma envergadura singular. Destaque para Whiterose, a complexidade do líder da Dark Army daria para escrever um livro bem espesso.

Hello, Mr. Robot é vida!
(17/06/2020 - 19:15hs)

Avaliação: Excelente!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Planeta Fantástico (1973)

La Planète Sauvage / René Laloux / Excelente!

Torrent com legenda (MKO): http://makingoff.org/forum/index.php?showtopic=30011
Torrent público com legenda em português: https://kat.cr/la-planete-sauvage-aka-fantastianet-1973-extra-les-escargot-t5517637.html

Ficha Técnica:

Título Original: La Planète Sauvage
Ano de Lançamento: 1973
Diretor: René Laloux
País: França
Gênero: Animação, Drama, Ficção Científica

Sinopse:
No planeta Yagam vivem humanóides chamados de Oms, que são escravos (ou animais de estimação) dos Draggs, uma raça de gigantes com mais de dez metros de altura, olhos vermelhos e pele azul. O planeta é um lugar indefinido onde os homens parecem insetos aos olhos dos Draggs.

Comentário:
Uma obra-prima com um impacto de sensações visuais tão marcantes, tudo nessa animação é sensacional. A história, a técnica, a criatividade, o surrealismo, a trilha sonora, a dura crítica ao comportamento humano de querer dominar tudo, inclusive aos seres da própria espécie: “Eles mesmos destruíram a própria civilização, duvidamos que eles sejam mesmo inteligentes!”. É um filme que se difere de qualquer outro pela audácia em explorar o estranho e transformar tudo em beleza. Canaliza, invade o ancestral dentro de nós. Sem palavras.

Avaliação: Excelente!

Alguma Imagens:













domingo, 25 de janeiro de 2015

Whiplash - Em Busca da Perfeição (2014)

Whiplash / Damien Chazelle / Excelente!

Torrent: https://kickass.so/whiplash-2014-hdrip-x264-ac3-titan-omt-t10112235.html
Legenda: http://legendas.tv/download/54bb8f7979e22/Whiplash/Whiplash_2014_HDRip_WEBRip_WEB_DL

Ficha Técnica:

Título Original: Whiplash
Ano de Lançamento: 2014
Diretor: Damien Chazelle
País: Estados Unidos da América
Gênero: Drama, Música

Sinopse:
O solitário Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista que sonha em ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música americana como fez Buddy Rich, seu maior ídolo na bateria. Após chamar a atenção do reverenciado e impiedoso mestre do jazz Terence Fletcher (J. K. Simmons), Andrew entra para a orquestra principal do conservatório de Shaffer, a melhor escola de música dos Estados Unidos. Entretanto, a convivência com o abusivo maestro fará Andrew transformar seu sonho em obsessão, fazendo de tudo para chegar a um novo nível como músico, mesmo que isso coloque em risco seus relacionamentos com sua namorada e sua saúde física e mental.

Elenco:
J. K. Simmons
Miles Teller
Melissa Benoist

Comentário:
“Whiplash” é monstruosamente visceral, eis a palavra que define muito bem. O dinamismo do filme se apresenta logo no início, sem perder tempo, sem frescuras, dando as suas primeiras de muitas aplicações de adrenalina no meio da espinha do espectador. Neiman e Fletcher, os principais personagens, foram trabalhados de forma assustadora, de modo que eles não param de colocar lenha na fogueira e não deixam a ardente chama perder luz por nenhum segundo durante a película inteira. Essa coisa flamejante continua conosco após a sessão e quem sabe para a vida inteira. “Whiplash – Em Busca da Perfeição” (lindo título nacional) é um filme inesquecível, difícil achar um com uma presença tão marcante. Pregos no doloroso coração.

Avaliação: Excelente!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Cashback (2006)

Cashback / Sean Ellis / Excelente!

Torrent: http://kickass.to/cashback-2006-bluray-720p-650mb-ganool-t8150114.html
Legenda: http://www.opensubtitles.org/pb/subtitles/5463950/cashback-pb


Ficha Técnica:

Título Original: Cashback
Ano de Lançamento: 2006
Diretor: Sean Ellis
País: Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte
Gênero: Drama, Comédia

Sinopse:
Quando o estudante de arte Ben Willis termina com sua namorada Suzy, ele desenvolve insônia depois de descobrir que ela o esqueceu bem rápido. Para passar as longas horas da noite, ele começa a trabalhar no turno da noite em um supermercado local. Lá ele encontra todo tipo de personagens coloridos, em que todos têm sua própria "arte" em lidar com o tédio de oitos horas de trabalho. A arte de Ben é imaginar que ele consegue congelar o tempo. Dessa forma, ele consegue apreciar a beleza artística de um mundo congelado e as pessoas dentro deste mundo - especialmente Sharon, a tímida garota do caixa, que talvez tenha a solução para a insônia de Ben.

Elenco:
Sean Biggerstaff (Ben Willis)
Emilia Fox (Sharon Pintey)
Marc Pickering (Brian 'Kung-Fu')
Michael Dixon (Barry Brickman)
Michelle Ryan (Suzy)
Shaun Evans (Sean Higgins)

Comentário: 
Filme que consegue conciliar drama e comédia em dose certa. Maravilhosa película, existencialista e com teor fortemente reflexivo. Não julguem o filme pela capa!

“Vê, eu sempre quis ser um pintor. E como muitos artistas antes de mim, a forma feminina tem sido sempre uma ótima fonte de inspiração... Sempre fiquei espantado pelo poder que elas, inadvertidamente possuem.” – Ben.

Avaliação: Excelente!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Pianista (2002)

The Pianist / Roman Polanski / Excelente!

Torrent com legenda (MKO): http://makingoff.org/forum/index.php?showtopic=6761

Ficha Técnica:

Título Original: The Pianist
Ano de Lançamento: 2002
Diretor: Roman Polanski
Países: Alemanha, França, Polônia, Reino Unido da Grã-Bretanha, Irlanda do Norte
Gêneros: Drama, Biografia, Fatos Reais, Guerra, História

Sinopse:
O pianista polonês Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) interpretava peças clássicas em uma rádio de Varsóvia quando as primeiras bombas caíram sobre a cidade, em 1939. Com a invasão alemã e o início da 2ª Guerra Mundial, começaram também restrições aos judeus poloneses pelos nazistas. Inspirado nas memórias do pianista, o filme mostra o surgimento do Gueto de Varsóvia, quando os alemães construíram muros para encerrar os judeus em algumas áreas, e acompanha a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração. Wladyslaw é o único que consegue fugir e é obrigado a se refugiar em prédios abandonados espalhados pela cidade, até que o pesadelo da guerra acabe.

Elenco:
Adrien Brody

Avaliação: Excelente!

quarta-feira, 19 de março de 2014

Django Livre (2012)

Django Unchained / Quentin Tarantino / Excelente!

Torrent: https://kickass.to/django-unchained-2012-1080p-brrip-x264-yify-t7244153.html
Legenda: http://www.opensubtitles.org/pb/subtitles/4994663/django-unchained-pb


Ficha Técnica:

Título Original: Django Unchained
Ano de Lançamento: 2012
Diretor: Quentin Tarantino
País: Estados Unidos da América
Gênero: Aventura, Drama, Faroeste

Sinopse:
Django é um escravo liberto que, sob a tutela de um caçador de recompensas alemão (que será vivido por Christoph Waltz) torna-se um mercenário perigoso. Depois de auxiliar seu mentor em alguns trabalhos por dinheiro, os dois partem para uma missão pessoal: encontrar e libertar a esposa de Django das garras de um fazendeiro inescrupuloso.

Elenco:
Christoph Waltz (Dr. King Schultz)
Jamie Foxx (Django)
Leonardo DiCaprio (Calvin Candie)
Samuel L. Jackson (Stephen)
Amber Tamblyn
Bruce Dern (Curtis Carrucan)
Franco Nero
James Remar (Ace Speck)
Jonah Hill
Kerry Washington (Broomhilda von Shaft)
Tom Savini (Tracker Chaney)
Zoe Bell (Tracker Peg)

Avaliação: Excelente!

sábado, 27 de julho de 2013

Samsara (2001)

Samsara / Pan Nalin / Excelente!

Torrent com legenda (MKO): http://www.makingoff.org/forum/index.php?showtopic=2895

Ficha Técnica:

Título Original: Samsara
Ano de Lançamento: 2001
Diretor: Pan Nalin
País: Índia
Gênero: Drama, Romance

Sinopse: 
Samsara é uma "história de amor espiritual" filmada nas imponentes locações geladas do Himalaia.
O foco está centrado nas buscas emprendidas por duas pessoas diferentes. De um lado, um homem procura pelo esclarecimento espiritual por meio da renúncia ao mundo real. De outro, uma mulher quer encontrar esclarecimento no amor e uma nova vida inserida no mundo. Essas duas buscas, em determinado momento, se cruzarão e conectarão irreversivelmente a vida dos personagens.
Um jovem discípulo à monge, depois de passar três anos meditando solitariamente nas montanhas, é levado de volta para seu monastério, onde recupera suas forças. Em um passeio na aldeia, conhece Pema, se apaixona à primeira vista e desiste da sua vocação. Mas logo se depara com seu despreparo perante as dificuldades e desafios do dia-a-dia.

Comentário:
Como não se elevar ao assistir um filme dessa condição? É preciso estar "morto" para isso. Obra que nos motiva a pensar sobre nossa vida, sobre nossas decisões e experiências, e finalmente perceber de uma vez por todas que tudo isso é só a "ponta do Iceberg", que existe muito mais por trás da cortina da existência.
O filme é bem sucedido em exibir que até mesmo o "erro" é só uma opinião humana, pois na concepção do universo ele não existe, embora o homem também faça parte do universo e o mesmo possa se manifestar através dele , então enxergar algo como "certo" ou "errado" também é necessário, a fragmentação é tão relevante como a totalidade. A seguinte frase tem um significado especial e confortador: "Tem coisas que devemos 'desaprender' para podermos aprendê-las. E tem coisas que precisamos possuir para poder renunciar a elas." Desaprendemos para aprendermos de outras formas e possuímos certas coisas só para depois termos o poder de abdicá-las. Quem entende a raiz disso sabe que tudo que fez, que experimentou, viveu, mesmo as situações mais vergonhosas, foram indispensáveis para alcançar o patamar atual.
Impossível não se deliciar com as cenas de sexo, são quase impossíveis de encontrar mais belas, conseguem o impressionante efeito de serem extremamente eróticas, mas nem um pouco vulgar, aliás, essa palavra nem se arrisca em aparecer na mente do espectador. As cenas são tão bem feitas que ficamos com "água na boca", causando um misterioso efeito de mesclar excitação com contemplação espiritual. Maravilhosamente mostrado que o sexo não é apenas uma atração carnal, porém, também uma necessidade do espírito. Lindo filme!

Avaliação: Excelente!

domingo, 19 de maio de 2013

Harakiri (1962)

Seppuku / Masaki Kobayashi / Excelente!

Torrent: http://kat.ph/kobayashi-masaki-harakiri-aka-seppuku-1962-t3962552.html
Legenda: http://www.opensubtitles.org/pt/subtitles/3295015/seppuku-pb

Ficha Técnica:

Título Original: Seppuku
Ano de Lançamento: 1962
Diretor: Masaki Kobayashi
País: Japão
Gênero: Drama

Sinopse:
Por meio de flashbacks, o filme narra a trágica história de um samurai forçado a vender sua espada real para sustentar sua esposa doente e seu filho. É incitado à vingança quando descobre que seu genro cometeu harakiri - forma honrosa para um samurai cometer suicídio - com uma espada de bambu também por falta de dinheiro.

Destaque para o elenco:
Tatsuya Nakadai

Avaliação: Excelente!

domingo, 21 de abril de 2013

Ao Mestre, com Carinho (1967)

To Sir, with Love / James Clavell / Excelente!

Torrent: https://kat.ph/to-sir-with-love-1967-dvdrip-sirius-share-t838585.html
Legenda: http://www.opensubtitles.org/pt/subtitles/3390217/to-sir-with-love-pb

Ficha Técnica:

Título Original: To Sir, with Love
Ano de Lançamento: 1967
Diretor: James Clavell
País: Estados Unidos da América
Gênero: Drama, Educação

Sinopse:
Um jovem professor enfrenta alunos indisciplinados e desordeiros, neste filme clássico que refletiu alguns dos problemas e medos dos adolescentes dos anos 60. Sidney Poitier tem uma de suas melhores atuações como Mark Thackeray, um engenheiro desempregado que resolve dar aulas em Londres, no bairro operário de East End. A classe, liderada por Denhan (Christian Roberts), Pamela (Judy Geeson) e Barbara (Lulu, que também canta a canção título), estão determinadas a destruir Thackeray como fizeram com seu professor, ao quebrar-lhe o espírito. Mas Thackeray, acostumado as hostilidades, enfrenta o desafio tratando os alunos como jovens adultos que breve estarão se sustentando por conta própria. Quando recebe um convite para voltar a engenharia, Thackeray deve decidir se pretende continuar.

Comentário: Uma magnífica homenagem aos educadores, trata-os como os verdadeiros heróis da sociedade, mostrando que é uma luta sem fim a tarefa de educar. (P.S.: Quando tiver mais tempo, farei um comentário mais detalhado)

Avaliação: Excelente!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O Milagre de Anne Sullivan (1962)

The Miracle Worker / Arthur Penn / Excelente!

Torrent: https://kat.ph/the-miracle-worker-1962-dvdrip-t728882.html
Legenda: http://www.opensubtitles.org/pt/subtitles/3934371/the-miracle-worker-pb

Comentário: Já esperava um filmaço, mas não tanto. Este filme ultrapassou o zênite de minha expectativa. Antes de conhecer esta grande obra, fui assaltado por uma curiosidade de como se relacionariam os cegos, surdos e mudos de nascença. Só de imaginar a dimensão psicológica dos que, além de não enxergar, também não ouve, é aterrorizante. A obstinação de Anne Sullivan em ajudar Helen é, no mínimo, inspiradora! A cena do primeiro contato com a garota é repleta de sutilezas, tanto no conteúdo como na atuação de ambas; daí em diante é só Show de desempenho que não acaba mais, fica marcante nas lembranças. Anne Bancroft e Patty Duke, apoteóticas!