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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Sonata de Outono (1978)

Höstsonaten / Ingmar Bergman / Excelente!


Torrent com legenda (MKO): http://makingoff.org/forum/index.php?showtopic=4851
Torrent: http://makingoff.org/forum/index.php?app=core&module=attach&section=attach&attach_id=4595
Legenda: http://makingoff.org/forum/index.php?app=core&module=attach&section=attach&attach_id=4596


Ficha Técnica:

Título Original: Höstsonaten
Ano de Lançamento: 1978
Diretor: Ingmar Bergman
País: França
Gênero: Drama

Sinopse:
Uma pianista visita a filha no interior da Noruega. A mãe é uma artista de renome internacional, mas a filha é tímida e deprimida. O encontro das duas é tenso, marcado por lembranças do passado e revela uma relação repleta de rancor, ressentimentos e cobranças.


Comentário:
Tão bom encontrar um filme que a gente não tem dúvidas de que seja realmente um grande filme. Obra da mais alta qualidade dramática.


“...ele vive em outra vida, mas nós nos comunicamos. Não há linha divisória, nem muralha intransponível. Eu queria saber como é a vida onde meu filho vive. Eu sei que não dá para descrever. É um mundo de sentimentos livres. Sabe o que eu quero dizer? Para mim, o homem é uma criação incrível... uma ideia inconcebível. No homem existe tudo, do começo ao fim. O homem é a imagem de Deus e, em Deus, existe tudo. E o ser humano foi criado, mas também os demônios, os santos, os profetas, os artistas e os iconoclastas. Tudo existe paralelamente. São como padrões grandiosos mudando o tempo todo. Da mesma forma, deve haver inúmeras realidades... não só esta que percebemos com nossos sentidos embotados, mas um amontoado de realidades se sobrepondo umas às outras. É medo e presunção acreditar em limites. Não existem limites, nem para os pensamentos, nem para os sentimentos. É a ansiedade que impõe limites. Ao tocar a parte lenta da sonata de Hammerklavier você deve sentir que o mundo não tem limites, em uma atividade que você nunca entenderá nem explorará.” – Eva.

Avaliação: Excelente!


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Persona - Quando Duas Mulheres Pecam (1966)

Persona / Ingmar Bergman / Excelente!

Esse filme reforma a cabeça de qualquer um, o trato com a complexidade da existência humana é, no mínimo, visceral.

O “eu” parece ser um conjunto de micro-vidas que o definem, reações espontâneas aparentam ser reflexos de uma vontade falsa e não dominante. Assim como a matéria é formada por conjuntos de átomos; o eu, a alma, a consciência são constituídos por fragmentos que definem as reações, os desejos e sentimentos. Fragmentos esses não meramente físicos, entretanto, organismos que transcendem o nosso ponto de vista dimensional, é preciso uma coragem sobrehumana para se arriscar nessa odisséia sem parâmetros. E foi isso que Elisabeth teve nessa sufocante luta de superação de limites, de fazer aquilo que consideramos impossível, destruir as potências automáticas que regem a Persona como um todo, até alcançar uma única partícula dentro de si que para ela seria a verdade absoluta, quando todas as outras, vistas por ela como mentiras, movimentos e domínios que aprisionavam a sua mais abissal essência, não só dela, mas de todos. Elisabeth se entorpeceu na tentativa de assassinar o seu conjunto de reações, até finalmente chegar no que, de fato, importava para ela: o seu “eu” verdadeiro. Obra-prima impactante do Bergman. Lamento, mas acho que tudo o que falar sobre ele é pouco, filme de uma complexidade infinita!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Morangos Silvestres (1957)

Smultronstället / Ingmar Bergman / Bom.
Segundo filme do Bergman que vejo e não entendo bem porque não consigo achar essas excelências toda, como gostaria de fazer parte do grupo fã desse diretor! Mas ainda tenho esperanças de que as coisas mudem, afinal, foram apenas dois filmes (Vergonha e Morangos Silvestres). Mas achei um bom filme e com uma mensagem bastante universal, com argumentos eficientes. O curioso é que tenho costume com a antiga linguagem cinematográfica, porém, a narrativa de Bergman me cansa um pouco.