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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Vicky Cristina Barcelona (2008)

Vicky Cristina Barcelona / Woody Allen / Excelente!

Torrent com legenda (MKO): http://www.makingoff.org/forum/index.php?showtopic=13848

Comentário: É um tipo de filme que a gente vê com aquele sorriso. Ágil, divertido, poético, inteligente e muito essencial. Qualquer adjetivo a mais é bastante válido. A brincadeira que a obra faz com a vida, os amores, as escolhas, as contradições dos comportamentos, ficam marcantes de modo agradável, tudo no filme é como uma suave brisa que envolve o espectador. Esse foi um dos detalhes que senti na fita e me fez gostar muito dela, tanto pela simpatia das personagens assim como a história em si. Uma película que provoca desejos profundos, de viver uma vida apaixonada e transbordante de sentido. Também não chega a ser perfeito, mas é muito bom até onde consegue ser.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Ilha do Medo (2010)

Shutter Island / Martin Scorsese / Excelente!

Torrent: https://kat.ph/shutter-island-2010-dvdrip-t5621497.html
Legenda (é preciso fazer Login no Legendas.TV): http://legendas.tv/info.php?d=a3d9f482022fd6d64ae0a85bcb364ff9

Contém Spoilers:

Não dou muita importância que “Ilha do Medo” apresente um desfecho meio desgastado, essa fantasia de segunda personalidade e a grande reviravolta no final. Acredito que no caso deste filme isso tem pouca relevância, porque ele justifica muito bem o que está fazendo a ponto de ser considerado genial. De toda forma, só me lembro de três obras com essa temática: O clássico “Clube da Luta” (desse ninguém “pode” reclamar), “Psicopata Americano” e “O Operário”.

Pelo que entendi, o protagonista (Leonardo DiCaprio) sempre foi Andrew Laeddis, o psicopata que ele tanto tinha obsessão de encontrar para assim realizar a sua “vingança”. Ele criou a fantasia de Teddy Daniels, o agente federal, para se livrar da culpa que sentia por ter sido o “responsável” pela morte de sua família, ele não suportava o fato da própria esposa com tendências suicidas ter afogado os seus filhos e em seguida ter a matado por razão disso. O acontecido é revelado no final e o espectador finalmente entende a dimensão de seu trauma. Ele se sentia o principal responsável pela tragédia porque não deu a devida atenção que Dolores necessitava, não buscou ajuda para tirar o tal “inseto que vivia dentro de seu cérebro, puxando todos os fios por diversão”, segundo ela contou após sua primeira tentativa de suicídio. Então, por esse motivo, ele se sentia o próprio assassino de seus filhos. De nenhum modo achei que esse filme é previsível lá no começo, mesmo que o Daniels já se mostrasse abalado, com náuseas, enxaquecas e sonhos estranhos, não eram provas suficientes que ele seria o “louco da história” no sentido que é exibido, entretanto, apenas como um profissional com problemas sérios. Evidentemente que nós fazemos essa ligação quando completamos o desfecho, mas sem isso, “Ilha do Medo” seguia a trajetória de um ótimo filme de suspense normal, com muitas conspirações e complexos psicológicos. É interessante como a película muda a nossa perspectiva sobre as personagens em geral, o que antes eram vilões mafiosos, cientistas loucos com objetivos extremistas, passam a serem os “mocinhos” que sempre se preocuparam de verdade com seus pacientes. Durante a grande revelação, a obra ainda tem a maestria de nos implantar a enorme dúvida em quem acreditar, não só faz uma “lavagem cerebral” em Andrew, mas também no espectador.

Desfecho genial, pois a fita é bem sucedida em desconstruir a confiança que depositamos em Teddy Daniels, mesmo um protagonista tão perturbado. O que comentei aqui foi só o básico da história, pois “Ilha do Medo” tem muito mais detalhes e indiretas que só poderei reparar melhor em uma segunda vez. Ótimo filme, de muito bom gosto!