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domingo, 21 de junho de 2015

Samurai X - The Motion Picture (1997)

Rurouni Kenshin: Ishin Shishi no Requiem / Tsuji Hajiki / Bom

Legendado no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=xw8q6URRyo0


Ficha Técnica:

Título Original: Rurouni Kenshin: Ishin Shishi no Requiem
Ano de Lançamento: 1997
Diretor: Tsuji Hajiki
País: Japão
Gênero: Animação, Anime, Ação, História, Drama

Sinopse:
Kenshin se mete em uma briga de marinheiros para ajudar uma garota e conhece Shigure Takimi, e aqui tem início sua nova aventura. Kenshin e seus amigos tentam devolver a sanidade a um homem amargurado pela perda de um grande amigo, Gentatsu, que foi assassinado pelo lendário Hitokiri Battousai.
Shigure só pensa em honrar os companheiros que morreram tentando derrubar o corrompido governo Meiji, e parece não se importar em sacrificar os jovens que o seguem, na tentativa de assassinar um emissário do governo inglês, para causar uma crise internacional e provocar um golpe de estado. Shigure acaba confrontando-se com Kenshin, e torna-se juiz, júri e executor, logo que vê o mesmo golpe que matou Gentatsu surgindo das mãos de Kenshin.
Numa seqüência final de lutas surge todo um sentimento de arrependimento e carinho, que faz com que ambos perdoem-se, mas outros planos estão esperando os dois novos companheiros.

Comentário: 
O filme todo parece ser apenas uma longa extensão de mais um episódio filler da série animada, inclusive o tal Shigere Takami teve uma participação na série oficial, porém, não consegui identificar em qual episódio exatamente. Não chega a ser excelente, mas é um bom filme de Samurai X, a trama é interessante ao ponto de nos deixar aflito sobre a culpa oculta do Kenshin em todo o incidente, fazendo o Himura se lembrar mais uma vez entre tantas de que suas ações passadas como o lendário Hitokiri Battousai sempre trarão consequências para a sua vida e sua era. Lembrando do OVA Seisouhen ficamos ainda mais tristes por saber a tragédia que tudo isso irá gerar. 
Enfim, esses OVA's e filmes só fazem mesmo sentido para quem conhece a série ou o mangá, portanto, recomendo que passem pela origem primeiro.

Avaliação: Bom. 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Samurai X (1996 à 1998)


Rurôni Kenshin - Meiji kenkaku roman tan / Direção: Kaeko Sakamoto / Autor: Nobuhiro Watsuki

Torrent legendado da série completa: http://fansubber.com.br/tracker/index.php?page=torrent-details&id=f8ed3111889e8d05400815e6ace438dc3cca0add
Atenção! É preciso fazer cadastro no site e ser um usuário que respeita as normas de uso, no começo é complicado mas depois se torna bem simples usar o Fansubber de forma eficaz, vale a pena porque podemos baixar bons animes em alta qualidade e com legendas fixas.

Ficha Técnica:

Título Original: Rurouni Kenshin: Meiji Kenkaku Romantan
Ano de Lançamento: 1996 até 1998
Autor do mangá: Nobuhiro Watsuki
Direção: Kaeko Sakamoto
País: Japão
Gênero: Anime, Animação, Drama, Artes Marciais, Aventura, Família, História, Ação
Número de Episódios: 95 de 25 minutos

Sinopse:
Durante 10 anos Kenshin vagueou pelo Japão até encontrar abrigo no Dojo Kamiya, onde a jovem Kaoru Kamiya lecionava kendo no estilo Kamiya Kashin (Espada para a Vida).

A errante caminhada do jovem ronin tinha um propósito: A expiação pelas inúmeras mortes que causara durante o Bakumatsu (fim do bakufu/shogunato) quando era um hitokiri (assassino retalhador) a serviço da Ishin Shishi (monarquistas que desejavam a restauração do governo para as mãos do imperador) do feudo de Choushuu.

Nessa época, Kenshin ficou conhecido como "Hitokiri Battousai" (人斬り抜刀斎 - Battousai, o retalhador) por sua grande habilidade com o Battoujutsu.

Mesmo com a vitória dos monarquistas que culminou na derrubada do Xogunato Tokugawa, dando origem a Era Meiji, Kenshin, arrependido pelas inúmeras vidas que tirou, decide nunca mais matar.

Mesmo terminando sua longa jornada, o ex-hitokiri terá de brandir novamente sua sakabatou (espada em que a lâmina encontra-se no dorso) para enfrentar novos e velhos inimigos.

Vale ressaltar que Kenshin, em nenhum momento de sua vida foi samurai.

Entre as classes de guerreiros do Japão feudal, Kenshin ficaria melhor definido como um ronin ou "rurouni" que segundo Watsuki, significa "andarilho" ( a palavra "rurouni" não existe propriamente em japonês; na verdade é um trocadilho do autor com a palavra ronin), portanto o título da série poderia ser traduzido como "Kenshin, o andarilho".

Fonte: http://filmow.com/samurai-x-t43308/

Meu Comentário:
Himura Kenshin, o lendário hitokiri (inclusive ele foi baseado em um hitoriki real que marcou história no Japão na época do Bakumatsu, até mesmo a estatura, os traços finos e afeminados, porém, com um olhar extremamente frio e assassino) é, sem dúvidas, um dos personagens mais curiosos e impressionantes do mundo dos animes. Ele não quer entrar para a história, não quer ser o mais forte, não deseja provar o seu valor através de situações desnecessárias, apenas um homem invejavelmente de palavra que fez tudo que for preciso para cumprir com aquilo em que acredita. Outro charme do personagem é a sua surreal contradição do que foi no passado e o que é quando se tornou um Rurouni (andarilho), apesar de tudo, mesmo em sua época sanguinária, ele carregava um ponto em comum de ter feito aquilo em que tinha fé para o bem do Japão. Após um trágico incidente, promete a si mesmo nunca mais matar, não importa quem seja o inimigo ou a escória de gente, para ele toda a vida se tornou preciosa. Então o ramo dá história acerta em dramatizar bem os limites de Kenshin, em condições em que ele não tem o privilégio da escolha em manter a sua promessa, impressionando-o a encontrar uma solução, uma epifania, uma resposta na tênue linha entre a vida e a morte. Indubitavelmente que o mangá expressa bem melhor esse dilema espiritual, o anime tem seus vários erros de Fillers e suavizações da violência visual e, quem sabe também, moral. Podemos dizer também que o anime tem um aspecto pueril que tira um pouco da convicção do drama tenso que ocorre em várias situações, o mangá possui seus momentos hilários, no entanto, não se perde no entretenimento vago. Outro fato que contribui a negativar o anime é a falta de fidelidade da animação para com o mangá depois da saga de Shishio, na época o mangá estava atrasado e os roteiristas tiveram que criar sagas que não chegaram nem perto da excelente qualidade que foi a de Shishio, o maior vilão do animê.

Não podia me esquecer de elogiar a genialidade de Nobuhiro Watsuki em mesclar a sua ficção com a história verídica do Japão, chega a ser até mesmo uma aula, aposto que os professores japoneses de história mandam seus alunos lerem Rurouni Kenshin, rsrs. Se eu fosse japonês, seria uma de minhas matérias preferidas, então. ^_^

Sobre o episódio final da animação, foi maravilhoso. Não dá para saber se o Kenshin continuará sendo um andarilho ou não, se ele escolher ficar com a Kaoru, ele merece toda a felicidade. Kenshin e Kaoru são super fofos, parece que nasceram um para o outro, confesso que fiquei com minhas emoções em alta vibração com os dois juntos em uma pousada, pena que nada acontece, os japoneses são muito recatados com o amor. Que pena. Seria tão lindo se acontecesse um romance entre eles, mesmo assim, a aura bela que envolve os dois também é muito linda. Nesse episódio final eles também capricharam no gráfico, tendo a dedicação de misturar magníficas imagens reais com o animê, Kenshin e Kaoru na praia foram esplêndidos. Se fosse para criticar alguma coisa, seria porque alguns outros personagens importantes, como Misao, Aoshi e o sumido Saitou, etc, ficaram de fora, deu uma impressão de que poderia se aprofundar mais no que foi o universo da série. Mesmo assim, excelente conclusão.

Mangá: EXCELENTE!
Anime: BOM!

Avaliação: BOM.

Algumas imagens:











terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Violência Gratuita (1997)

Funny Games / Michael Haneke / Excelente!

Torrent: http://kat.ph/funny-games-1997-eng-hardcoded-subs-t896493.html
Legenda: http://www.opensubtitles.org/pt/subtitles/3092869/funny-games-pb

Comentário: Sempre pensei que um filme como esse não existia e teria que ser “eu” para fazer. Quanta pretensão. Funny Games me ofereceu tudo aquilo que exigentemente quis ver em um filme de violência, envolvendo mocinhos e vilões. Michael Haneke vai além, pois brinca com a metalinguagem justamente para tornar o espectador “sádico” cônscio de seus anseios nada convencionais. Joga tudo na cara e com um sorriso cínico diz: “Não era isso que você queria?” Uma boa prova disso é a cena do controle remoto:

SPOILER: Teve gente que não gostou, mas deve-se considerar que a cena é genial. Dá para notar que foi propositalmente mal feita na parte que Anna pega a arma e atira em Peter. Como pode uma mulher com as mãos amarradas conseguir um feito desses? Também dava para perceber que Paul meio que deixou Anna realizar aquilo. Depois o autor “usa” o controle remoto e regressa com a intenção de corrigir o erro, como se estivesse dizendo: “Calma! Não te decepcionarei, querido espectador. Ainda não acabou.” Com isso Haneke quebra o clichê tão previsível, tipo: alguma coisa positiva tem que ocorrer com os mocinhos.

“Violência Gratuita” é um dos filmes mais originais, inteligentes e chocantes que já vi. Parece ser feito exclusivamente ao cinéfilo que não quer ver limites moralistas nas telas. Mesmo assim o diretor consegue ser um tanto piedoso nesse tópico.