quinta-feira, 18 de junho de 2020

Ragnarok (2020 - )

Ragnarok / Jannik Johansen, Mogens Hagedorn / Bom

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Ficha Técnica:

Título Original: Ragnarok
Ano de Lançamento: 2020
Diretores: Jannik Johansen, Mogens Hagedorn
País: Noruega
Gênero: Drama, Fantasia

Sinopse:
No norte da Noruega, a poderosa família Jotun teme que a chegada de um jovem desajustado possa ser um sinal de que os temidos deuses nórdicos retornaram.

Elenco:
David Stakston
Emma bones
Herman Tommeraas
Jonas Strand Gravli
Synnove Macody Lund

Comentários sobre a 1ª Temporada:

1º Episódio: New Boy / Nota 8,5

Bem, iniciei essa série por causa do Proj. Mid Season 2020 e também porque o nome me chamou bastante atenção, já que acompanho Vikings, enfim, acredito que a maioria também foi por esse motivo. Estou pensando em não mais ser influenciado por esse Proj. porque fiquei desorientado, a intenção era só assistir um episódio, mas não me conformei e mais uma série que entra para a minha grade, só para me dá ainda mais trabalho, rs.

Primeiramente o episódio já começa ao som de "Midnight City". Estremeci. Meu Deus, que início! Não tinha mais ideia do que pudesse acontecer. Bem provável que essa introdução era uma imagem bastante pessoal para o autor da série. A narrativa é bastante característica, não sei bem explicar, entretanto, me deu uma sensação a lá "Les Revenants", talvez pelo clima europeu e seco da narrativa.

Magne e Laurits muito bem apresentados. Magne o típico tímido certinho com alguns problemas sociais, nada tão grave. Laurits é o oposto, bem deslocado e com sarcástico humor. O legal que aqui a série já procura fugir dos clichês de fitas teens quando novatos chegam no colégio, o massacrante bullying, pelo contrário, até mesmo Magne é bem recebido pela turma. Outro ponto legal também que Ragnarok não forçou muito a trama de um Spider-Man descobrindo seus poderes, não arranjou uma briga absurda na escola para dá aquele impacto.

Destaque para a seleção de elenco parental. Fjor e seu pai Vidar são absurdamente parecidos, fiquei pensando na possibilidade de serem pai e filho na vida real, porque se não, que épica escolha de atores.

E claro, o ponto mais marcante do episódio foi a coragem de eliminar uma personagem tão firme como a Isolde, quem poderia imaginar? Isso com toda certeza que não ocorreria em produções norte-americanas, só que no cinema europeu, tudo é possível. Embora eu ainda ache que a Isolde volte de alguma forma, esperança de alguém que foi doutrinado pelos clichês, rs.

2º Episódio: 541 Metros / Nota 9
Agora tive a sensação de está assistindo "13 Reasons Why". Um Clay retornando à sala e não vendo mais a sua Hannah. Muito triste. Mesmo assim gostei da narrativa seca, sem romantizar a situação, o que ocorreria na maioria das séries teens.

Sinto que estou deixando de lado um dos elementos mais relevantes da trama: Quem exatamente são aqueles dois senhores que passaram (ou despertaram) os poderes de Magne? E pelo visto, outros que têm seus poderes mitológicos despertos não desconfiam a presença deles. Algo me diz que esses dois senhores (um senhor e uma senhora) serão elementes chaves na história.

Um ponto interessante que o enredo não fez suspense à genuína causa da morte de Isolde, um grande ponto positivo para a série se diferenciar, já que na maioria essa questão ficaria em aberto até o fim da temporada. Agora resta saber o que exatamente é essa fábrica.

Ainda estou entendendo qual é a filosofia de vida dessa surreal família a lá "Crepúsculo", adiantando um pouco, que dança bizarra foi aquela no baile? Vergonha alheia estampada em minha cara, rs. Aproveitando aqui para destacar igualmente as diversas abordagens que notei à naturalidade do que a sociedade vê com preconceito. Primeiro, a relação surreal entre os membros da família "Crepúsculo" (ainda não sei como os chamar), pais e filhos usando o mesmo banheiro sem o menor pudor, Saxa com a maior intimidade debochando de seu pai urinando no episódio anterior. Ran sugerindo que Fjor se retirasse para que ela pudesse curtir com os jovens rapazes no baile. Nuances assim me deixaram chocado. E o fato de Laurits já se apresentar gay sem dramatizar a questão por parte da obra. Achei isso muito interessante.

Comentário geral sobre a 1ª Temporada:
Ragnarok fez muito em apenas 6 episódios. Entendi que o final da temporada foi só o começo da série, tipo o que aconteceu antes da série realmente começar. Acredito também que isso foi para testar a reação do público, para ver se a série teria algum futuro, talvez por isso quis economizar recursos nos efeitos. Tem tudo para a 2ª temporada mostra mesmo para que veio. Mesmo o aspecto Teen que a obra passa, incomodando alguns, ainda assim é outro nível e muito mais madura que produções Teen norte-americanas. Por enquanto é só bom, vamos ver se vinga.

Avaliação: Bom.

Algumas imagens:

















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